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Homem mordido mais de 200 vezes por cobras sonha abrir caminho para o antídoto universal

Americano começou pesquisa sozinho, apesar de riscos
11/06/2025 - 15:15 - Atualizada em: 11/06/2025 - 15:27
Tim Friede se expôs ao veneno de cobra centenas de vezes com o objetivo de desenvolver imunidade — Foto: CENTIVAX / AFP

Tim Friede, 57 anos, já foi picado por cobras 200 vezes. Tudo começou quando o norte-americano foi surpreendido por duas cobras em seu porão ainda em 2001. Após ser picado, passou quatro dias em coma no hospital. Agora, Tim pode abrir caminho para antídoto universal.

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As picadas ocorreram entre 2000 a 2018. Além dos ataques dos animais, Tom também já teve o veneno injetado mais de 650 vezes no corpo:

—  Sei como é a sensação de morrer por causa de uma picada de cobra —  disse Friede em entrevistas anteriores.

Tom fiede suportou essa dor porque queria obter imunidade total ao veneno, prática conhecida como mitridatismo.

No mês passado, um estudo divulgado na revista Cell indicou que os anticorpos no sangue dele podem proteger contra vários venenos de cobras. Agora, os pesquisadores esperam que a hiper imunidade de Friede possa contribuir para antídotos.

Picadas de cobra podem ser fatais

Contribuição para a ciência ainda é incerta

Durante anos, Friede procurou cientistas para pesquisarem a sua “imunidade”, mas eles se recusaram. Em 2017, o imunologista e empresário, Jacob Glanville entrou em contato com ele. O pesquisador indicou que ainda que a prática fosse estranha, ele teria interesse em analisar o sangue de Friede para desenvolver um antídoto.

Após alguns experimentos, ele produziu um material e ofereceu aos camundongos cobaias, o resultado foi proteção total contra 13 das 19 espécies de serpentes testadas e proteção parcial para as seis restantes. Testes em outros animais estão planejados.

A comunidade científica questionou a prática. Timothy Jackson, da Australian Venom Research Unit, levantou a dúvida se era realmente necessário envolver um ser humano no experimento, já que anticorpos desenvolvidos sinteticamente já estão disponíveis.

Em contrapartida, Glanville disse que o objetivo final de sua empresa americana Centivax é desenvolver um antídoto universal, administrado com um auto injetor.

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