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Gaúcha desaparecida foi morta e esquartejada na Grande Florianópolis, conclui Polícia Civil

Boletim de ocorrência do desaparecimento foi registrado na segunda-feira (9)
13/03/2026 - 12:01
Vídeo gravado na segunda-feira (9) pelo irmão da desaparecida mostrou estado do apartamento da vítima (Foto: Arquivo Pessoal)

Após três dias de investigação, a Polícia Civil concluiu que Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi vítima de um latrocínio — quando um roubo é seguido de morte. A gaúcha, de 47 anos, havia desaparecido em Florianópolis.

O boletim de ocorrência do desaparecimento foi registrado na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora.

O corpo de Luciani foi localizado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. O cadáver apresentava sinais de esquartejamento e desmembramento, segundo a polícia. (Entenda o caso a seguir)

Quem é Luciani?

A gaúcha, natural de Alegrete (RS), atuava como corretora de imóveis na região da Praia do Santinho. Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha.

Quando Luciani teria sido morta?

Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. Segundo a Polícia Civil, o corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado. O caso é investigado como latrocínio.

Quem são os principais suspeitos?

Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. As mercadorias seriam entregues em um endereço no Norte da Ilha. Os policiais realizaram vigilância no local e avistaram o momento em que um adolescente chegou para retirá-los.

O jovem teria dito que as mercadorias eram de seu irmão, e que moraria com a família no mesmo bairro que Luciani, local em que posteriormente foi encontrado o carro da mulher desaparecida.

A Polícia Civil também identificou que o irmão do adolescente, um homem de 27 anos, estava foragido do Estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022. O crime aconteceu na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.

O foragido e a companheira, de 30 anos de idade, moravam também em um apartamento vizinho do de Luciani. Os dois foram presos em Gravataí, por policiais rodoviários federais, enquanto tentavam fugir para o Rio Grande do Sul.

Uma mulher, de 47 anos, foi presa em flagrante na quinta por suspeitas de envolvimento no caso. A prisão temporária dela foi homologada pela Justiça pela suposta prática de receptação. De acordo com a Polícia Civil, ela era a administradora do residencial e estava associada ao casal, se beneficiando das compras feitas em nome da vítima.

“Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da mulher”, informou a Civil.

Quando Luciani desapareceu?

Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses. De acordo com a Polícia Civil, o carro dela foi visto por volta das 2h na região. Depois, às 4h, foi visto atravessando a Via Expressa, já na Grande Florianópolis e, por volta das 9h, entrando na Ponte Pedro Ivo Campos, em Florianópolis.

Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.

— Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aqueles emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel
**Com informações do NSC Total

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