Vista aérea da Praça Fernando Machado, na década de 1950, mostra a Ponte Hercílio Luz, o Mercado Público e o Cais, ao fundo (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação).
Quem passa pelo Centro de Florianópolis talvez não consiga imaginar a antiga paisagem. As largas avenidas que cruzam a região central antes davam espaço para dezenas de trapiches, na época em que a água ainda batia no Mercado Público. Relembre o visual antigo em fotos.
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Vista aérea da Praça Fernando Machado, na década de 1950, mostra a Ponte Hercílio Luz, o Mercado Público e o Cais, ao fundo (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação).Foto tirada em 1898 mostra o lugar para onde seria transferido o Mercado Público (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Foto de 1950 mostra o Cais Frederico Rolla e, ao fundo, o Mercado Público (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Foto de 1939 mostra a escavação na Rua Felipe Schmidt (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Vista do trecho da Rua Felipe Schmidt depois de alargado. Ao fundo, a Praça 15 de Novembro (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Na década de 1960, Florianópolis criou aterros na região central. Foto mostra o Governador Celso Ramos em visita às obras, do Continente. Ao fundo, vista parcial do Centro e do Morro da Cruz (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Foto da década de 1970 mostra urbanização no aterro da Baía Sul (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)População se reuniu em campanha de troca da moeda cruzeiro novo por cruzeiro na Rua Felipe Schmidt, em 1970 (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Estacionamento de motos na Rua Felipe Schmidt (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Feira do livro realizada na praça 15 de Novembro (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Foto da década de 1960 mostra a Beira-Mar Norte antes do aterro (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Restaurante Prayon ficava na Beira Mar Norte (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Edifício da Caixa Econômica Federal, na Avenida Beira Mar Norte (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Na década de 1970, Morro do Mocotó passou por obras de melhoria (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Morro do Mocotó fica no Centro de Florianópolis (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Na década de 1980, antigo terminal de Ônibus Urbano de Florianópolis ficava onde hoje está o estacionamento na Rua Francisco Tolentino (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)Terminal Rodoviário Rita Maria na década de 1980 (Foto: Arquivo Público de SC, Divulgação)
A presença do mar no coração da cidade serviu, por muitos anos, como meio de transporte para o comércio local, numa época em que não se tinha nenhuma ponte. Também serviu à população, que ia e vinha por meio de barcos dos mais variados tamanhos.
O Centro de Florianópolis vivia graças às águas da Baía Sul, e a população vivia pelos grandes eventos que ocorriam na região. As regatas dos times de remo, disputadas no coração da cidade, dividiam os manezinhos muito antes do times de futebol.
Na chegada dos anos 1930, o transporte marítimo passou a ser considerado “provinciano” e “atrasado”, segundo historiadores. Nesse contexto, é construída a primeira das três ligações entre a porção insular e continental de Florianópolis: a Ponte Hercílio Luz.
Décadas depois, o Plano Diretor Municipal de 1976, junto do Plano de Desenvolvimento Integrado do mesmo ano, possibilitou o planejamento de um aterro que recairia sobre a Baía Sul de aproximadamente 600 mil metros quadrados — o equivalente a 55 campos de futebol. O aterro afastou o Centro de Florianópolis das águas da Baía Sul e mudou totalmente o cenário da capital catarinense.