Florianópolis sobe no ranking do IDEB após avanço na educação pública
A rede municipal de ensino de Florianópolis registrou o maior crescimento entre as capitais brasileiras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2025. Os dados mostram avanços tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, elevando a capital catarinense às primeiras posições do ranking nacional.
Nos anos iniciais (1º ao 5º ano), o índice passou de 5,8, em 2023, para 6,7, em 2025, um crescimento de 0,9 pontos. A média nacional sendo de 6,3. Com o resultado Florianópolis avançou da 15º para a 2º posição entre as capitais.
Já nos anos finais (6º ao 9º ano)a nota subiu de 4,6 para 5,4, alta de 0,8 ponto. Com o resultado avançou da 10º para a 3º posição entre as capitais.
Segundo o secretário municipal de Educação, Thiago Peixoto, o desempenho é resultado de mudanças implementadas na rede de ensino. “Em nenhum outro momento alguma grande cidade fez o que nós conseguimos, fruto de muita estratégia e uma mudança no jeito de entender as reais necessidades da educação. Desde o início da gestão, essa é uma prioridade no nosso trabalho: se certificar que o estudante de Florianópolis tem acesso ao ensino adequado, na idade certa, com foco na capacidade de se desenvolver e estar pronto para o futuro com os fundamentos necessários”, afirmou o secretário.








Os resultados também indicam melhora no desempenho dos estudantes. No 5º ano, as notas médias cresceram 17,1 pontos em Língua Portuguesa e 26,7 pontos em Matemática. No 9º ano, o aumento foi de 20,4 pontos em Língua Portuguesa e 22,5 pontos em Matemática.
Outro dado apontado pelo levantamento é a redução da defasagem de aprendizagem. Nos anos iniciais, o percentual de alunos com desempenho abaixo do esperado caiu de 13% para 6% em Língua Portuguesa e de 20% para 9% em Matemática. Nos anos finais, a redução foi de 24% para 12% em Língua Portuguesa e de 39% para 23% em Matemática.
Para Peixoto, o avanço não está concentrado em um grupo específico de estudantes. “Na prática, isso significa que os nossos estudantes estão se saindo melhor na escola de forma geral. Não é um avanço fruto de um desempenho positivo de forma isolada, mas de toda a rede”, destacou.
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, afirmou que os resultados refletem mudanças realizadas desde o início da gestão. “Nosso foco está no ensino. Se o estudante chega ao final do ensino fundamental sabendo o que precisa em português, matemática e nas outras disciplinas, acertamos. Agora, quando identificamos que havia dificuldades até em conhecimentos mais básicos, foi preciso agir de forma muito transparente e franca, dialogando com diretores, capacitando professores, atualizando o material didático, porque a cidade precisa garantir uma formação completa aos estudantes”, disse. O prefeito acrescentou que “enfrentamos resistências e mesmo assim trabalhamos para construir uma nova cultura na rede. Florianópolis encontrou um caminho para a educação funcionar como precisa e os resultados nos mostram isso”.
Entre as medidas apontadas pela prefeitura para o avanço estão a ampliação da carga horária de Língua Portuguesa e Matemática, atualização da matriz curricular alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), avaliações com devolutivas pedagógicas, materiais para recomposição das aprendizagens, formação continuada de professores e gestores, tutoria pedagógica e ações de busca ativa para reduzir a evasão escolar.
O que mede o IDEB
Criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. O índice combina dois fatores: o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o fluxo escolar, que considera taxas de aprovação, reprovação e evasão com base nos dados do Censo Escolar.
O Saeb é aplicado a cada dois anos em escolas de todo o país e avalia o desempenho dos estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental em Língua Portuguesa e Matemática. Os resultados dessas provas, somados aos indicadores de fluxo escolar, compõem o cálculo do IDEB, permitindo acompanhar a evolução da qualidade da educação ao longo do tempo.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel