Florianópolis decreta situação de emergência por fortes chuvas; entenda o que muda
Com a passagem de um ciclone extratropical, Florianópolis decretou situação de emergência por causa das chuvas intensas que aconteceram entre segunda (8) e quarta-feira (10). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município ainda na quarta.
O decreto autoriza ações emergenciais para responder aos danos provocados pelos temporais e mobiliza a Defesa Civil, voluntários e estruturas municipais por até 180 dias.
Segundo dados da EPAGRI/CIRAM e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem), a capital registrou mais de 114 mm de chuva em 24 horas, acumulado que causou alagamentos, deslizamentos, danos a residências e problemas na infraestrutura urbana.
Florianópolis foi atingida por tempestade
A tarde de quarta-feira (10) foi marcada por uma tempestade repentina que ocasionou na ocorrência de 11 árvores caídas na Grande Florianópolis. Segundo o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal, as quedas tiveram relação direta com a chuva e ventos fortes.
Na capital, as árvores caíram em bairros como Centro, Agronômica, Córrego Grande, João Paulo e Capoeiras. As quatro primeiras quedas ocorreram em menos de 10 minutos.
Algumas das ruas afetadas foram a Avenida Mauro Ramos (Centro), Rua Urcelino Manoel Coelho (Córrego Grande), Rua Álvaro Tolentino (Capoeiras), Avenida Beira-Mar Norte (Agronômica) e Servidão Manoel Libânio da Costa (João Paulo).
Na Avenida Mauro Ramos, a árvore caiu em via e atingiu um táxi que estava na rua. O motorista estava dentro do carro, mas conseguiu sair do veículo com auxílio de pessoas que estavam por perto.









Outros municípios também decretaram emergência
Palhoça também decretou situação de emergência na terça-feira (9), após registrar três mortes e dezenas de pessoas desabrigadas. Bairros como São Sebastião, Caminho Novo, Ponte do Imaruim, Centro, Bela Vista e Aririú foram os mais afetados.
A Defesa Civil local informou que o município recebeu cerca de 140 mm de chuva, volume superior ao esperado para todo o mês de dezembro.
Santo Amaro da Imperatriz também decretou situação de emergência após registrar 159,8 mm de chuva em 48 horas, o maior acumulado de Santa Catarina no período. Em apenas seis horas, o volume chegou a 146 mm, ultrapassando a média mensal de dezembro.
A cidade registrou alagamentos, deslizamentos, enxurradas e danos em vias públicas.
O ciclone já se afasta para alto-mar nesta quinta-feira (11), reduzindo a chuva, mas mantendo o risco de vento forte. Segundo a Defesa Civil estadual, velocidades de até 75 km/h ainda são esperadas em algumas regiões, com mar agitado e risco de ressaca, principalmente no Litoral Sul e na Grande Florianópolis.
Palhoça foi um dos municípios mais atingidos pela chuva










O que a população pode fazer
Durante o período, as Defesas Civis dos municípios orientam a população a:
- Evitar áreas alagadas e locais com risco de deslizamento;
- Não tentar atravessar ruas inundadas;
- Manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis durante ventos fortes;
- Acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199) em caso de emergência;
- Em Palhoça, famílias atingidas podem buscar atendimento no abrigo do CAIC – Professor Febrônio Tancredo de Oliveira.
As equipes reforçam que o solo saturado aumenta a chance de novos deslizamentos, mesmo com a diminuição da chuva.