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Entenda viagem de brasileiro dos EUA ao Brasil para trazer esposa em estado vegetativo

Veículo adaptado deve ter cama hospitalar, cozinha, banheiro e equipamentos médicos
17/10/2025 - 15:11 - Atualizada em: 17/10/2025 - 15:11
O brasileiro pretende dirigir apenas durante o dia, parando antes do anoitecer para descansar e cuidar da esposa e dos três filhos - (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Ubiratan Rodrigues, de 41 anos, está preparando uma jornada de cerca de 50 dias por 11 países para trazer a esposa, que está em estado vegetativo, de Orlando (EUA) até Juiz de Fora (MG). A viagem, de quase 7 mil quilômetros, será feita em um motorhome adaptado com estrutura médica para oferecer segurança e conforto durante todo o percurso.

Segundo Ubiratan, o veículo ainda não foi comprado, mas a aquisição deve ocorrer até o fim de outubro. A escolha recaiu sobre um modelo de porte médio, que será aceito nos trâmites logísticos da travessia pelo Canal do Panamá, etapa em que o veículo precisará ser transportado dentro de um contêiner lacrado, por segurança.

O motorhome funcionará como uma casa sobre rodas, com quarto, cozinha, banheiro, ar-condicionado e gerador de energia. Entre os recursos estão:

Estrutura adaptada para trazer esposa em estado vegetativo dos EUA

A principal adaptação será a instalação de uma cama hospitalar fixada ao piso, com o tronco levemente inclinado, conforme orientações médicas.

O espaço também será ajustado para os equipamentos usados por Fabíola da Costa, como oxímetro, nebulizador, aspirador de secreções, sensor de temperatura e kit de medicamentos.

Apesar de estar em estado vegetativo desde setembro de 2024, após sofrer três paradas cardíacas e uma perfuração pulmonar, Fabíola tem quadro estável e não precisa de ventilação mecânica.

— Eu cuido dela 24 horas por dia. Dou banho, alimento, troco fralda, esvazio a bolsa de colostomia, faço os exercícios físicos e respiratórios. Isso vai continuar sendo feito no motorhome —contou Ubiratan ao g1.

O brasileiro pretende dirigir apenas durante o dia, parando antes do anoitecer para descansar e cuidar da esposa e dos três filhos. O trajeto, que poderia ser feito em um mês, deve se estender por 50 dias, com pausas próximas a hospitais e locais seguros.

Alternativa à UTI aérea de R$ 1 milhão

A decisão pela viagem surgiu como uma alternativa à UTI aérea, cujo custo estimado ultrapassa R$ 1 milhão. Desde o colapso de Fabíola, a família já gastou mais de R$ 270 mil com tratamentos, equipamentos e cuidados diários.

Sem condições financeiras de continuar o tratamento nos EUA, Ubiratan busca no retorno ao Brasil uma chance de receber apoio do SUS e ficar perto da família.

— A única saída viável hoje é essa. Nossa esperança está em voltar para casa. Estamos esgotados emocional e financeiramente. Não dá mais para esperar — disse.

*As informações são do G1

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