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Ele sonhava reencontrar as irmãs e ao procurar a polícia décadas depois viveu encontro emocionante no dia do aniversário de 67 anos

José Francisco ganhou um grande presente no dia do seu aniversário: o reencontro com as irmãs
10/09/2026 - 09:41 - Atualizada em: 10/09/2026 - 09:41
Após quase 50 anos homem reencontra irmãs (Foto: Polícia Civil, reprodução)

Nesta quarta-feira (9), José Francisco Garcia Pessoa, completou 67 anos e recebeu um grande presente, o reencontro com as suas irmãs, momento aguardado por décadas. O reencontro aconteceu após no dia 1º de setembro, José Francisco, passar em frente a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), em Florianópolis e resolver pedir ajuda para encontrar a família.

O que ele não imaginava é que em menos de dois dias, a equipe da Polícia Civil conseguiria localizar seus familiares, e apenas oito dias depois, justamente no dia do aniversario, ele estaria frente a frente com duas de suas irmãs.

Segundo o delegado Abel Mantovani Bovi, titular da DPPD, os policiais iniciaram o levantamento e pesquisas nos sistemas disponíveis à Polícia Civil. “Após coletarmos as informações, começamos os trabalhos e conseguimos localizar seus familiares e agendar o encontro dele com as irmãs para hoje, justamente na data em que ele comemora 67 anos”, afirmou.

Família separada pelo tempo

José Francisco, natural de São José do Cerrito, na Serra catarinense, faz parte de uma família de 14 irmão. Ainda adolescente sofreu a perda de sua mãe, que faleceu em Lages dias depois de dar à luz ao filho mais novo da família. Com o passar dos anos, cada irmão foi seguindo seu caminho pelo mundo.

Ao longo da vida, José morou em em diferentes cidades e estados. Passou por Blumenau e Joinville, morou um tempo no Paraná e em São Paulo e mais tarde, retornou a Santa Catarina, onde morou em Itajaí e chegou a capital catarinense, onde conheceu sua esposa, com quem está casado há 42 anos.

Para José a lembrança dos irmãos permaneceu viva ao longo de todos esses anos e foi um “presente de Deus” encontrar as irmãs no dia do seu aniversario. “Estou feliz da vida. Eu sentia falta delas, sonhava com elas e dizia que um dia iria encontrá-las. Mas, depois de tantos anos, eu não esperava encontrar tão rápido”, contou o senhor.

Para Jovelina, uma das irmãs, a notícia teve um significado ainda mais especial. Ela conta que havia recebido informações de um tio de Lages que o irmão havia morrido, então quando recebeu a notícia da procura ficou surpresa e muito aliviada por saber que ele estava vivo.

Marta tinha uma lembrança curiosa do irmão, os seus dedos. Segundo ela o José sofreu um acidente de trabalho e perdeu a ponta dos dedos e essa característica permaneceu viva na memória mesmo com o passar de décadas.

Sob supervisão de Vitória Hasckel

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