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El Niño ganha força e Joinville pode ter inverno de calor e chuvas extremas

Fenômeno climático ameaça trazer temporais severos para a maior cidade do Estado
18/05/2026 - 13:12 - Atualizada em: 18/05/2026 - 13:12
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico equatorial aquecem acima da média, alterando todo o padrão de chuvas na América do Sul. (Foto: Arquivo)

A maior cidade de Santa Catarina precisa estar atenta às mudanças no clima global. Com 82% de probabilidade de se consolidar a partir de junho, o fenômeno El Niño volta a ameaçar a região Norte do Estado. De acordo com os dados atualizados pelo monitoramento internacional, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico já é uma realidade e trará reflexos diretos para Joinville.

Para os joinvilenses, acostumados com um clima úmido, os impactos previstos pelos meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma mudança brusca nos padrões.

Inverno com cara de verão

Se as águas do Pacífico continuarem aquecendo, o frio de Joinville ficará em segundo plano. O meteorologista do INPE, Gilvan Sampaio, explica que o inverno na região Sul será menos rigoroso do que o normal.

Na prática, a partir do final de junho, a cidade poderá enfrentar períodos com ondas de calor e temperaturas muito acima da média histórica, atrasando ou até mesmo abafando a chegada do frio intenso característico da estação.

O alerta vermelho das chuvas na primavera

O cenário mais preocupante para Joinville, no entanto, começa na primavera. Historicamente vulnerável a alagamentos e cheias devido à sua geografia — por ser cortada por vários rios —, a cidade pode sofrer com o aumento vertiginoso no volume de chuvas.

Além do risco urbano de enchentes, o El Niño gera um sinal de alerta máximo para a agricultura do Norte catarinense, que pode ter suas safras prejudicadas pelo excesso de chuvas a partir de setembro.

A soma dos extremos

O especialista do INPE faz questão de ressaltar que não podemos culpar apenas o El Niño pelos temporais. As mudanças climáticas são o pano de fundo de todo esse cenário. O aquecimento global aumenta a frequência de extremos — e o El Niño pode potencializar os desastres naturais.

Em junho, com o fim do outono (considerada uma estação de transição e com previsão menos exata), os modelos meteorológicos poderão confirmar qual será a verdadeira intensidade do El Niño que atingirá o Estado.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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