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El Niño ganha força e Florianópolis se prepara para inverno atípico e chuvas extremas

Fenômeno tem 82% de chance de se confirmar nos próximos meses, segundo monitoramento internacional
18/05/2026 - 11:09 - Atualizada em: 18/05/2026 - 11:09
Há condições para temporais isolados - (Foto: Patrick Rodrigues, Santa)

As chances do fenômeno El Niño se confirmar no segundo semestre e persistir até o fim de 2026 já chegam a 82%, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Para Florianópolis e toda a região Sul do Brasil, a principal consequência dessa mudança na temperatura do Oceano Pacífico é sentida diretamente na rotina: um inverno com dias mais quentes e uma primavera sob a ameaça de temporais extremos.

Adeus, frio intenso?

Oficialmente, o inverno começa no dia 21 de junho. No entanto, se o El Niño se configurar de forma moderada ou forte até os meses de julho e agosto, o frio rigoroso típico de Santa Catarina deve dar uma trégua.

O meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilvan Sampaio, alerta que o principal impacto imediato serão temperaturas acima da média histórica, com a possibilidade real de ondas de calor em pleno inverno na Capital catarinense.

O perigo da primavera

Se o calor fora de época incomoda, o verdadeiro alerta para Florianópolis recai sobre o volume de chuvas. Historicamente, o El Niño é o grande “vilão” dos alagamentos em Santa Catarina durante o segundo semestre.

Gilvan relembra que os episódios de chuvas intensas e enchentes devastadoras no Brasil têm forte relação com o fenômeno. “Ocorrem o aumento das chuvas durante a primavera, e isso traz um impacto muito grande”, alerta o pesquisador.

Aquecimento global e os extremos

Apesar da preocupação com o El Niño, os especialistas alertam que ele é apenas um agravante de um problema maior. O aquecimento global tem sido o motor das grandes catástrofes climáticas. “O El Niño potencializa, mas o principal é o que vem do aquecimento global. O golpe de misericórdia vem com o El Niño porque aumenta os extremos”, enfatiza o meteorologista.

Até o momento, o clima passa por uma estação de transição (outono), e a intensidade real do fenômeno para o fim de 2026 será confirmada com mais precisão a partir de junho.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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