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Educação, ancestralidade e força são maximizadas em evento Antonietas: Potências Negras

Evento marcou a celebração nesta sexta-feira (25) do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
25/07/2025 - 12:52 - Atualizada em: 25/07/2025 - 12:52
Grupo discursou sobre assuntos como ancestralidade, educação e ocupação de espaços (Foto: Alan Pedro, DC)

Cinco mulheres negras protagonistas em suas áreas levantaram uma multidão no centro do auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta sexta-feira (25). O local significativo pelo seu nome e pela história de Antonieta foi palco para o painel “Antonietas: Potências Negras” de quase duas horas sobre a busca por identidade e os desafios das mulheres negras dentro da sociedade catarinense.

A reunião foi mediada pela jornalista da NSC, Carol Fernandes, e teve participação da atriz Joana Santos que interpretou a jornalista, escritora, heroína da pátria e primeira mulher negra deputada no Brasil,, Antonieta de Barros no projeto “Pequenos Grandes Talentos” da NSC TV.

A abertura, emocionante e intensa escrita em parceria com o jornalista da NSC, Edsoul, relembrou a importância de celebrar o poder das mulheres negras e suas histórias. Soma-se a homenagem a data simbólica: o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

— Este evento acontecer no dia 25 de julho, um dia tão importante para todas nós, e ainda mais no Auditório de Antonietas de Barros, chega a me arrepiar. Estou muito feliz de poder trazer quatro mulheres que são puro movimento — enfatiza a jornalista da NSC, Carol Fernandes.

Painelistas emocionam a plateia

Sônia Carvalho abriu as apresentações como matriarca e Gerente da Educação de Jovens e Adultos de Florianópolis (EJA) e vice-presidente da Associação Mulheres Negras Antonietas de Barros. Ela pontuou a importância de tratar o tema nas escolas, principalmente para ampliar a discussão a todos:

— A escola é o primeiro lugar onde o racismo se manifesta. E é interessante porque, no Brasil, a gente precisou ter uma lei para dizer as precisam trabalhar a história africana e afro-brasileira. Ou seja, a história eurocêntrica sempre esteve na escola e a nossa foi preciso ter uma lei para que estivesse. E é importante que a gente possa conhecer as nossas histórias. Então, se a história negra não está ali, a história branca também não está toda contada, porque as histórias se entrelaçam. Esse país foi construído pelo povo preto, branco e indígena, se você deixa de contar a história de um desses povos, você não está contando a história do povo brasileiro — pontua.

Ainda durante o painel, o fortalecimento de comunidades e de pertencimento foram abordados, em especial na fala da escritora, liderança quilombola e educadora, Lu Kilombola:

— É importante ter esse movimento acontecendo porque reconhece o movimento das pessoas que estão fazendo pela luta antirracista, quilombola e da educação específica É um movimento que fala das pessoas negras, das mulheres negras. Então, é extremamente importante esse reconhecimento das pessoas que estão fazendo as coisas acontecerem nas suas comunidades, na periferia, onde elas estão localizadas. E trazer, principalmente, a minha comunidade que está fazendo movimento, de valorização da cultura, trazendo a oralidade. E eu estou aqui representando a comunidade e aqueles que já fizeram.

Para a comunicadora social e a sommeliére de vinho, Ana Paula Lemos, é preciso ainda mais. É necessário estar representado em todos os ambientes:

— Nós precisamos acessar esses espaços. Então, não basta só representatividade: a gente precisa proteger realmente esse acesso. Estar aqui hoje é um momento muito consciente de reconhecimento e em papel de protagonismo, para além de um momento celebrativo, porque a gente quer que as mulheres acessem esse lugar de protagonismo — pontua.

O mesmo sentimento é compartilhado por Fabiana de Freitas Silveira, secretária e graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC):

— É importante porque a gente entende que a sociedade nos vê. Nós somos mulheres potentes tanto na educação, como em geral. Nós somos mulheres que trabalhamos em todos os setores e essa visibilidade aqui é em Santa Catarina é muito importante.

Confira imagens do evento

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