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“É luta, mas é alegria”: Conheça a imperatriz de 90 anos da Festa do Divino em Florianópolis

Tradição açoriana reúne fé, música e gastronomia até domingo (14)
14/09/2025 - 12:00
Até domingo (14), A comunidade de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, está em festa — (Foto: Reprodução/NSC TV)

A comunidade de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, está em festa desde o sábado 06 de setembro até domingo (14). Moradores e visitantes participam da Festa do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora das Necessidades, uma das celebrações religiosas e culturais mais tradicionais da Capital.

Neste ano, a grande homenageada é Rosa Luz, a dona Rosinha, de 90 anos, que foi escolhida como imperatriz da festa. Viúva e devota do Divino, ela participa há décadas dos preparativos e se tornou um símbolo de fé para a comunidade.

— É uma alegria. Ser imperatriz da Festa do Divino Espírito Santo é uma luta, mas é uma alegria. Já separei três roupas para usar na festa, tudo nos trinques — contou a festeira, emocionada, em entrevista à NSC TV.

Devoção que atravessa gerações

A história de Dona Rosinha com a festa é antiga. Ela lembra com detalhes de quando os preparativos eram simples, mas bem animados.

— Eu lembro que fazíamos oito dias de festa, não tinha muito luxo, mas era muito animada — recorda.

Para Sérgio Ferreira, um dos organizadores, a escolha dela como imperatriz foi uma forma de reconhecimento.

— Ela é a cara da devoção do Espírito Santo. Todos os anos ajuda, participa, e neste ano decidimos homenageá-la pelo que representa para nossa festa — disse.

Tradição açoriana

Realizada desde 1985, a Festa do Divino em Santo Antônio de Lisboa mantém vivas as tradições trazidas pelos açorianos no século 18. A programação inclui missas, procissões, cortejos, o tradicional desfile de carros de boi, apresentações folclóricas como pau de fita e boi de mamão, além da gastronomia típica, como o famoso Cozido do Divino, uma adaptação manezinha da sopa do Espírito Santo dos Açores.

Segundo Ferreira, a receita foi adaptada à cultura local:

— Nos Açores, a tradição é a sopa com pão. Aqui, o manezinho disse ‘vamos botar farinha’, e transformamos a sopa no cozido do Divino — disse.

União da comunidade

O filho de dona Rosinha, José Carlos Luz, destacou que o trabalho para a festa começa meses antes, com novenas, peditórios e ações comunitárias.

— É um movimento que envolve toda a comunidade. Ver minha mãe como imperatriz é motivo de orgulho e agradecimento ao Divino e a ela — disse.

Programação do fim de semana

*As informações são do repórter da NSC TV, Cristiano Gomes

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