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Dez anos depois, assassino e estuprador de adolescente em SC é condenado à prisão

Outros dois acusados serão julgados em junho
13/05/2026 - 12:52 - Atualizada em: 13/05/2026 - 12:52
O julgamento, que durou mais de 16 horas, foi transferido de Rio do Sul para Florianópolis a pedido da defesa. (Foto: Divulgação, MPSC)

Uma década de espera chegou ao fim na madrugada desta quarta-feira (13) para a família da adolescente Ana Beatriz Schelter. Após mais de 16 horas de julgamento em Florianópolis, o Tribunal do Júri condenou o homem apontado como o principal autor do brutal assassinato da menina de 12 anos, crime ocorrido em 2016 na cidade de Rio do Sul, no Vale do Itajaí.

O réu, de 58 anos, recebeu uma pena de 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado. Ele foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado (com agravante de feminicídio e de a vítima ser menor de 14 anos) e fraude processual, já que tentou alterar a cena do crime. A Justiça negou o direito de ele recorrer em liberdade, e o homem seguirá no Presídio Regional de Rio do Sul.

O julgamento, que começou na terça-feira (12), ocorreu no Fórum da Capital catarinense porque a defesa conseguiu autorização da Justiça para transferir a sessão de Rio do Sul para Florianópolis. Familiares e amigos da vítima acompanharam os debates vestindo camisetas com a foto de Ana Beatriz, clamando por justiça.

Ao final da leitura da sentença, Ismael Schelter, pai da adolescente, demonstrou alívio e agradeceu o trabalho do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). “Esse processo pede justiça. São dez anos de espera e hoje foi feita justiça com provas técnicas. A família quer justiça não por vingança, mas por responsabilidade”, destacou a promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni durante a sessão.

Relembre o caso

O crime que abalou Santa Catarina aconteceu no dia 2 de março de 2016. Ana Beatriz, então com 12 anos, saiu de casa a pé, no início da tarde, para ir ao colégio em Rio do Sul. O trajeto era curto, mas ela nunca chegou à sala de aula. O pai registrou o desaparecimento na mesma noite.

Na manhã do dia seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da rodovia BR-470. A cena havia sido friamente armada para parecer que a menina havia tirado a própria vida por enforcamento. No entanto, a perícia rapidamente descartou essa hipótese e confirmou que ela havia sofrido violência sexual e sido morta por estrangulamento.

As investigações revelaram que o homem condenado nesta quarta-feira era conhecido da família e monitorava a rotina da adolescente. No dia do crime, ele e um comparsa ofereceram carona para Ana Beatriz durante o trajeto para a escola. Após a vítima entrar no carro, eles a levaram para outro local onde cometeram a violência e o assassinato.

Próximos passos

Apesar da condenação do principal autor, o caso ainda não está totalmente encerrado. Outros dois homens também foram denunciados por participação no crime. Eles sentarão no banco dos réus em uma nova sessão do Tribunal do Júri, marcada para o dia 25 de junho de 2026, também em Florianópolis.

*Sob supervisão de Kássia Salles

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