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De velório fictício a bloco badalado: fotos revelam a história do Enterro da Tristeza

Frequentado por milhares de foliões, a festa está marcada para quinta-feira (12)
12/02/2026 - 08:00
Fundado em fevereiro de 1964, o Enterro da Tristeza surgiu a partir de um velório fictício (Foto: Arquivo)

O tradicional Enterro da Tristeza é responsável por abrir oficialmente o Carnaval de Florianópolis. Frequentado por milhares de foliões, a festa está marcada para quinta-feira (12); conheça a história por trás deste pedaço da cultura de Florianópolis.

Fundado em fevereiro de 1964, o Enterro da Tristeza surgiu a partir de um velório fictício. O evento tinha como objetivo encenar o sentimento de tristeza antes do início ofical do Carnaval.

A festa rapidamente ganhou atenção da população. No entanto, com o fechamento do antigo Clube Paineiras — que antes organizava o evento — o Enterro da Tristeza perdeu força na década de 1970 e foi encerrado por um período.

Por que “Bloco S.O.S” e não só Enterro da Tristeza?

Com o fim do Enterro da Tristeza, outra festa surgia em Florianópolis: o Bloco S.O.S. Fundado por servidores da área da saúde — ligado a Associação dos Servidores da Fundação Hospitalar de Santa Catarina (Afessc) — a simples confraternização entre colegas rapidamente ganhou força.

Quando o Enterro da Tristeza voltou ao Carnaval?

A partir de 1995, a organização do Bloco S.O.S definiu resgatar oficialmente o Enterro da Tristeza, que vinha de um período de interrupção. A festa então abriu oficialmente o Carnaval de 1995 em Florianópolis.

Desde então, o bloco unido se tornou um símbolo da cultura de Carnaval em Florianópolis. O evento cresceu em público e visiblidade, atraindo milhares de foliões na abertura das festas.

Quando é o Enterro da Tristeza?

Em 2026, o Bloco S.O.S — Enterro da Tristeza ocorre na quinta-feira (12), a partir de 14h. A concentração será na Avenida Hercílio Luz, esquina com a Avenida Mauro Ramos.

A força do Enterro da Tristeza

Às vesperas do Carnaval, o Enterro da Tristeza se tornou um ritual e marca uma transição importante no cotidiano de Florianópolis: o abandono das preocupações e a chegada da folia.

A encenação é marcada por um velório fictício. Um caixão alegórico percorre o trajeto acompanhado por música, fantasias e personagens caricatos, anunciando simbolicamente o fim da tristeza e o início dos dias de folia. A trilha sonora do bloco é marcada pelas clássicas marchinhas, além de samba e axé.

*Sob supervisão de Nicoly Souza

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