De perfumes a roupas: veja os presentes que os catarinenses vão dar no Dia das Mães
O comércio catarinense registra a maior intenção de compras para o Dia das Mães desde 2018. É o que aponta o levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC) realizado na primeira semana de maio. Segundo os dados consolidados pelo Procon/SC em pesquisa paralela, 81% dos consumidores do estado afirmam que vão adquirir presentes para a ocasião.
O gasto médio previsto pelo consumidor catarinense em 2026 é de R$ 336. O valor representa um salto de 9,2% em relação ao ticket médio registrado no mesmo período do ano passado.
O que os catarinenses estão buscando
O levantamento do Procon/SC detalha também as escolhas de quem vai às compras. Para 38% do público, o valor do presente deve ficar na faixa entre R$ 101 e R$ 200. Os itens mais desejados são os do setor de perfumes e cosméticos, que lideram a intenção de compra com 42% da preferência estadual. Na segunda colocação, estão os produtos do segmento de vestuário, calçados e acessórios.
Cenário de contrastes regionais
Apesar do índice estadual unificado apresentar crescimento, a pesquisa da Fecomércio-SC, que ouviu 2,1 mil consumidores em sete cidades, evidencia diferenças significativas na intenção de desembolso pelo Estado.
Confira as sete cidades da pesquisa






O maior avanço foi registrado no Sul de Santa Catarina: em Criciúma, a intenção de gasto subiu 56,6%, saltando de R$ 270 para R$ 422. Na sequência de altas expressivas, aparecem Itajaí (+22,9%) e Lages (+10,6%). Em contrapartida, outras cidades importantes registraram retração na intenção de valor investido no presente, como são os casos de Blumenau (-8,2%), Florianópolis (-7,0%) e Chapecó (-2,3%).
Pesquisa de preço e lojas físicas
Os consumidores também estão dedicando mais tempo para avaliar as opções antes de fechar negócio. Dados levantados pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) indicam que 77% dos clientes realizam pesquisas prévias de preços. Apesar do avanço contínuo das compras pela internet, o levantamento reforça que as lojas físicas se mantêm como o canal hegemônico de conversão das vendas, especialmente pelo uso do pagamento à vista via Pix para garantir descontos.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel