De Florianópolis para o Uruguai: influenciador percorre mais de mil quilômetros e deixa recado
Uma viagem transformadora, é assim que o influenciador Leonardo Luvizetto, ou “vegano periférico” como é popularmente conhecido nas redes sociais, descreve a jornada de bicicleta entre Florianópolis e o Uruguai. Ao todo, o viajante percorreu mais de mil quilômetros de maneira autossuficiente e com muita incerteza do que poderia acontecer; conheça a sua história.
Desde pequeno, Leonardo sempre pedalou. Com o tempo, a bicicleta se tornou seu principal meio de transporte, e em 2015, uma ideia começou a se formar: uma cicloviagem entre Florianópolis e o Uruguai.
— Desde lá [2015], eu me preparo mentalmente, eu leio sobre o assunto, eu estudo as rotas. Por dez anos, eu me preparei para essa jornada — relatou Leonardo, à reportagem da CBN Floripa.
Como foi a preparação?







Após anos de estudo, a preparação oficial começou em 2025. Leonardo comprou equipamentos, estudou rotas e colocou a culinária em dia. Marcou a viagem para janeiro de 2026, mas dois dias antes teve que encarar um desafio:
— Eu senti insegurança, fiquei com medo e quase não sai de casa.
No entanto, encarou a realidade e decidiu:
— Prefiro me arrepender do que ficar em casa — afirma.
Como a viagem começou
Leonardo começou a viagem dia 15 de janeiro, com saída de Florianópolis. Para ele, cada dia foi “transformador”. Conheceu pessoas novas, explorou municípios diferentes e encarou a imprevisibilidade de toda a jornada.
No entanto, nem tudo são flores: ficou sem bateria, perdeu o sinal de internet e teve que encarar pensamentos ruins, mas não desistiu. Em média, o ciclista conseguiu pedalar 100 quilômetros por dia — tudo isso com 40 quilos de bagagem na bibcicleta.
Leonardo relatou ter uma precaução durante a viagem: evitar as rodovias federais. Com isso, optou por estradas de chão e atravessou municípios menores. Para ele, isso diminuiu seu ritmo, mas possibilitou uma exploração individual para cada cidade nova.
As cidades visitadas
Ao todo, percorreu municípios como Florianópolis, Imbituba, Jaguaruna, Sombrio, Passo de Torres, Osório (RS), Porto Alegre, São Lourenço do Sul (RS), Pelotas (RS), Santa Vitória do Palmar (RS) até chegar no Uruguai.
Durante as visitas, foi muito bem recebido pelas comunidades:
— As pessoas chegavam e perguntavam se eu precisava de apoio, se eu queria dormir nas casas delas, ofereciam quartos. Eu conheci pessoas incríveis.
Mas Leonardo nem sempre teve o conforto de uma residência. Dormiu em postos de gasolina, em elétricas e outros locais abertos.
O veganismo
Nas palavras de Leonardo: “Cicloviajante vegano solo não é todo dia”. Além de se dedicar a uma viagem desafiadora, o ciclista também se dedica ao veganismo — estilo de vida que exclui todas as formas de exploração animal. Em um momento da viagem, foi questionado sobre a filosofia.
— Em um dos municípios brasileiros, um rapaz me disse: “Cara tu é vegano, não vai chegar em Montevidéu”. E eu então falei para ele que a minha média era de 100 quilômetros por dia e ele ficou chocado — relatou.
Para Leonardo, é importante destacar que a carne não deixa necessariamente alguém mais forte:
— Há muitos outros alimentos que são muito bons, como lentilha, soja, feijão. Todos são ótimas fontes de proteínas.
A chegada no Uruguai
Após uma longa viagem, Leonardo cruzou a fronteira na última semana. O ciclista chegou a ser entrevistado por radialistas uruguaios, que perguntaram sobre a longa jornada.
No entanto, apesar dos mais de mil quilômetros pedalados, a viagem ainda não acabou para Leonardo. O destino final? Montevidéu, a capital uruguaia.
O ciclista agora segue para finalizar a jornada que começou em 2015, quando a ideia entrou em sua mente. Quando retornar ao Brasil, Leonardo terá novos desafios:
— Eu me formo neste ano em Geografia — destaca.
*Sob supervisão de Nicoly Souza