De aves a suínos: por que o mundo está comprando mais carne catarinense em 2026
O agronegócio de Santa Catarina iniciou o ano de 2026 atingindo uma marca inédita. O Estado registrou um desempenho recorde nas exportações de carnes durante o primeiro trimestre, alcançando os melhores resultados de toda a série histórica para o período. Ao todo, as vendas internacionais de proteína animal ultrapassaram a cifra de US$ 1,17 bilhão.
Os dados oficiais, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), mostram que o produto catarinense continua ganhando espaço no mercado global. A pauta engloba a exportação de carnes de frango, suínos, perus, patos, marrecos e bovinos.
Os destaques da pauta exportadora
O faturamento recorde foi impulsionado diretamente pelas duas principais cadeias produtivas do Estado. Os números consolidados até março detalham o desempenho de cada setor no mercado internacional:
- Carne de frango: Segue como o carro-chefe das exportações catarinenses. O setor registrou uma alta de 9,1% no primeiro trimestre, gerando uma receita total de US$ 633,3 milhões.
- Carne suína: Ocupa a segunda posição entre os itens mais exportados por Santa Catarina. As vendas somaram US$ 425 milhões, o que representa um incremento de 6,9% no faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior.



Sanidade e acesso a mercados exigentes
O diferencial apontado para a manutenção do crescimento contínuo do setor é o status sanitário de Santa Catarina. O Estado possui um sistema de defesa agropecuária sólido e reconhecido internacionalmente como zona livre de diversas doenças, o que garante a abertura e a manutenção de acordos comerciais com os mercados compradores mais rigorosos do mundo.
Atualmente, a proteína animal catarinense chega às mesas de mais de 150 países. Segundo o governo estadual, o recorde atingido no primeiro trimestre é o reflexo direto da união entre a alta qualidade da produção no campo, a força das agroindústrias locais e as rigorosas políticas de proteção e monitoramento sanitário.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel