Conceito de “cidade inteligente” está longe da prática no trânsito em Joinville
Um capotamento na Avenida Santos Dumont em Joinville na última sexta-feira (6), em pleno horário de pico, deixou em evidência o quanto a cidade ainda precisa evoluir para o conceito “inteligente”.
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A colisão com capotamento bloqueou os dois sentidos da via, que é uma das mais importantes de Joinville e dá acesso ao Aeroporto. Aos motoristas, no entanto, não restou outra opção senão aguardar na fila. Mas isso pode ser diferente, pelo menos para atenuar o impacto.
Com mais de 600 mil habitantes, Joinville precisa aprender com grandes cidades e investir ainda mais para ampliar a estrutura do sistema de operação do trânsito. Sabe-se que nos últimos anos a atual gestão investiu para instalar centenas de câmeras de monitoramento, mas isso precisa ser convertido em serviço ao cidadão.
A ampla rede de monitoramento, associada aos agentes de trânsito, está interligada ao sistema de trânsito de Joinville, mas toda essa estrutura precisa ser combinada, ampliada, para que os motoristas tenham acesso a uma central de informações. Algo simples, acessível, que num caso como o de sexta-feira pode fazer toda diferença.
Alertas em tempo real, acesso às câmeras, tudo isso pode ser implementado para que as pessoas saibam antes, decidam se podem seguir viagem pela Avenida Santos Dumont, ou não.
Enquanto isso não acontece, o cidadão não tem escolha. Ou se informa por grupos de WhatsApp, de forma precária, ou fica preso na fila.
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