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Como o tráfico tentou enviar cocaína “camuflada” de SC para porto na Europa

Droga estava misturada à composição de biocombustíveis que tinham como destino o porto de Hamburgo, na Alemanha
02/04/2026 - 08:56 - Atualizada em: 02/04/2026 - 08:56
Receita Federal retém 1,6 tonelada de pellets de madeira suspeitos de contaminação por cocaína no Porto de Itapoá. (Foto: Divulgação, Receita Federal)

Em uma operação inédita neste ano no Litoral catarinense, a Receita Federal reteve, na manhã de quarta-feira (1), cerca de 1,6 tonelada de pellets de madeira com suspeita de contaminação por cocaína no Porto de Itapoá. A carga, que tinha como destino o Porto de Hamburgo, na Alemanha, foi interceptada graças ao uso de scanners e ao trabalho de inteligência do órgão.

O que chamou a atenção das autoridades foi a sofisticação do método utilizado pelo tráfico internacional: a droga não estava escondida em compartimentos falsos, mas misturada à própria composição do pellet, um biocombustível feito de resíduos de madeira e biomassa. A suspeita é de que os criminosos utilizariam processos químicos para separar o entorpecente do material vegetal após o desembarque na Europa.

Ao todo, foram retidos 142 sacos do produto contaminado. O destino da carga, o porto de Hamburgo, é monitorado internacionalmente por ser um dos principais pontos de entrada de drogas na Europa, especialmente vinda da América do Sul.

Esta é a primeira apreensão com este tipo de modalidade em Itapoá em 2026. No ano passado, as operações da Receita Federal em Santa Catarina retiraram de circulação mais de 600 quilos de cocaína em seis ações distintas. Todo o material recolhido ontem foi encaminhado à polícia judiciária, que agora conduz as investigações para identificar os responsáveis pelo envio da carga.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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