Como ex-bailarina brasileira construiu fortuna e se tornou a bilionária self-made mais jovem do mundo
A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a nova bilionária self-made mais jovem do mundo. Com um patrimônio avaliado em 1,3 bilhão de dólares (cerca de R$ 6,76 bilhões).
Luana assumiu o posto que pertencia a Lucy Guo, de 31 anos, co-fundadora da Scale AI. Em abril de 2025, Taylor Swift ocupava o posto de bilionária self-made mais jovem do mundo.
Como Luana Lopes Lara construiu fortuna?









Antes de ingressar no mercado financeiro global, ela foi bailarina da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville. Ela atuou como bailarina profissional na Áustria por nove meses. Durante a juventude, se destacou em competições de conhecimento, conquistando a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e a de bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática.
A mudança de rumo ocorreu quando ingressou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde conheceu o sócio, Tarek Mansour, natural da Califórnia e criado no Líbano. Os dois criaram uma plataforma sediada nos Estados Unidos voltada para a negociação de previsões sobre eventos do cotidiano. Considerados self-mades — termo para quem prosperou pelos próprios méritos —, cada um possui fortuna individual estimada em 1,3 bilhão de dólares.
Como surgiu a ideia da Kalshi?
A ideia surgiu após a dupla trabalhar em instituições financeiras como Goldman Sachs, Citadel e Bridgewater. No setor, os fundadores perceberam que as decisões eram movidas por previsões, mas não havia um ambiente direto para negociar esses resultados.
Durante os estudos no MIT, Luana e Tarek acumularam passagens pelo mercado financeiro de Nova York. A experiência serviu de base para a criação da corretora, que hoje se destaca pela inovação regulatória no mercado americano.
O que é a Kalshi?
Fundada em 2018, a Kalshi opera como uma corretora regulamentada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Diferente de bolsas de valores tradicionais, a plataforma permite que usuários negociem contratos baseados em resultados de eventos futuros, como índices econômicos, clima, eleições e cultura pop.
De acordo com a empresa, a proposta é permitir que as pessoas capitalizem suas opiniões e protejam-se de riscos relacionados a eventos do dia a dia.