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Cientistas encontram o “sinal mais claro de vida em Marte”; entenda

Estudo foi publicado na revista Nature
11/09/2025 - 09:38 - Atualizada em: 11/09/2025 - 09:38
A amostra foi perfurada em julho de 2024 — (Foto: Reprodução/NASA)

Cientistas da Nasa anunciaram que uma rocha coletada pelo Rover Perseverance, equipamento especializado em buscas, em Marte apresentou as evidências mais claras de vida antiga já encontrada no planeta vermelho. O anúncio foi realizado na quarta-feira (10), As informações são da CNN.

O material, chamado Sapphire Canyon, exibe manchas escuras que podem ter origem em processos biológicos, segundo estudo publicado na revista Nature.

Após um ano de análises revisadas por pares, a equipe concluiu que não há explicações convincentes alternativas para os padrões encontrados.

—  Isso pode muito bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte, o que é incrivelmente empolgante —  disse o administrador interino da Nasa, Sean Duffy.

Rocha em região formada por água

A amostra foi perfurada em julho de 2024 em uma rocha chamada Cheyava Falls, localizada nas margens do antigo vale fluvial Neretva Vallis, dentro da cratera Jezero. Há mais de 3 bilhões de anos, a área abrigava rios que desembocavam em um lago, cenário considerado ideal para o surgimento de vida.

Instrumentos a bordo do Perseverance detectaram compostos orgânicos, blocos fundamentais da vida, e veias de sulfato de cálcio, evidência de que água já correu pelo local. As chamadas “manchas de leopardo” foram analisadas e apresentaram ferro e fosfato, além de possível presença de hematita, mineral que dá a cor avermelhada característica a Marte.

Segundo os cientistas, reações químicas envolvendo esses minerais poderiam ter fornecido energia para microrganismos no passado.

Próximos passos

Apesar da empolgação, os pesquisadores reforçam que ainda não é possível confirmar a origem biológica do material.

— É uma possível bioassinatura, mas ainda precisamos de mais estudos para afirmar com certeza — explicou Katie Stack Morgan, cientista do projeto Perseverance.

A expectativa é que amostras coletadas pelo rover sejam trazidas futuramente à Terra, onde poderão ser analisadas em laboratórios avançados. O desafio, porém, é orçamentário: a missão de retorno das amostras enfrenta cortes propostos no orçamento da agência espacial.

— Estamos um passo mais próximos de responder uma das perguntas mais profundas da humanidade: afinal, estamos sozinhos no universo? — afirmou Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da Nasa.

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