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“Chafariz polêmico”: entenda obra de dragagem no canal da Barra da Lagoa, em Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis defendeu a legalidade e a urgência da obra
03/07/2025 - 12:51 - Atualizada em: 03/07/2025 - 12:51
Entenda a polêmica envolvendo a prefeitura de florianópolis — (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A dragagem emergencial do Canal da Barra da Lagoa, em Florianópolis, tem gerado críticas nas redes sociais por supostos impactos ambientais sobre bancos de grama marinha. A obra, segundo a Prefeitura, visa restabelecer a navegabilidade do canal durante o período da safra da tainha.

Nas postagens, usuários afirmam que a dragagem estaria aterrando o maior banco de grama marinha da Lagoa, ecossistema considerado essencial para o equilíbrio ambiental da região.

— As gramas marinhas, além de fixar alta quantidade de CO₂ da água, são importantes biofiltros de contaminantes como metais pesados e nutrientes — diz uma das publicações.

Veja flagrante que gerou polêmica

Os críticos, pelas redes sociais, também dizem que esses bancos de grama ainda se recuperam de um episódio anterior de contaminação:

— Estamos há meses buscando pelos estudos que balizaram esse licenciamento. Um processo nada transparente — afirma outro trecho da publicação.

O que diz a Prefeitura

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Florianópolis defendeu a legalidade e a urgência da obra. Segundo a administração municipal, o processo de licenciamento segue os trâmites previstos na legislação e foi baseado em laudos e relatórios técnicos elaborados por órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Subsecretaria de Pesca e a Defesa Civil.

“As obras foram autorizadas com base em Lei Estadual que permite obras de urgência em casos como esse”, diz o comunicado. A prefeitura afirma ainda que o material dragado está sendo realocado na própria Lagoa da Conceição, com acompanhamento técnico da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e monitoramento ambiental pela empresa responsável.

O comunicado segue declarando que o procedimento em curso não é um desassoreamento convencional, mas uma ação emergencial de restituição do canal de navegação.

Paralelamente, a administração municipal afirma estar conduzindo o processo de licenciamento ambiental para uma futura obra de desassoreamento, que inclui um Relatório Ambiental Preliminar (RAP), atualmente em análise pela Floram.

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