Cerca de 80% dos pinguins que chegam as praias de Florianópolis morrem; entenda
Entre o final de junho e esta quinta-feira (24), mais de 370 pinguins-de-Magalhães já foram encontrados encalhados nas praias de Florianópolis. A maior parte dos animais chega às praias debilitada ou morta; apenas 45 estavam vivos nesse período.
A presença de pinguins em praias de Florianópolis é resultado do processo migratório dos animais. Durante o inverno, os pinguins saem das colônias na Patagônia Argentina em busca de águas mais quentes e alimentos. A viagem, entretanto, tem sido dificultada.
Segundo a Associação R3 Animal, a maioria dos pinguins que chegam encalhados aqui são juvenis e, provavelmente, se perderam do bando, por causa da inexperiência em viagens como essas. Quando são resgatados, os animais costumam estar exaustos, com sinais de hipotermia, afogamentos e exaustão.
De acordo com a R3 Animal, a presença de atividades humanas no trajeto, como sinais de poluição ou a existência de redes de pesca nas praias, aumentam a dificuldade e os desafios para a travessia dos animais.
Migração de pinguins




Pinguins costumam migrar no inverno
Entre os dias 16 e 23 de julho, nesta última semana, 129 pinguins foram localizados mortos e outros 15, resgatados com vida nas praias da capital catarinense.
A previsão da Associação é de que a ocorrência desses animais nas praias de Florianópolis e os encalhes sigam até outubro, quando as temperaturas voltam a subir.
O que fazer ao encontrar um pinguim na praia
Os animais que chegam debilitados costumam ser encontrados na faixa de areia, com sinais de afogamento e hipotermia, necessitando de atendimento especializado. Nesses casos, a orientação da R3 Animal é de não tentar devolver os animais ao mar.
— Se eles saíram do mar é porque estão cansados. Pedimos também que não coloquem o animal em contato com gelo, porque esses pinguins estão bastante debilitados —, explica a bióloga e assistente técnica do PMP-BS/R3 Animal, Sofia Troppmair.
Segundo a organização, os animais já estão com muito frio quando chegam aqui e, devido ao cansaço e trajetória, não conseguem conseguem regular a temperatura do corpo.
Uma reportagem do NSC Total mostrou que até os moradores de Florianópolis têm se organizado em campanhas de orientação e conscientização sobre o manejo dos animais que chegam às praias da ilha. Nos cartazes, os entusiastas pedem que, ao avistar um animal, as pessoas devem entrar em contato com o 0800 642 3341.
Atualmente, 18 pinguins estão sob cuidados no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal), localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis. A a R3 Animal também executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) em Florianópolis.
Orientações da R3 Animal
– Se o animal estiver no mar, não interfira; ele pode estar de passagem e se alimentando, o resgate pode ainda não ser necessário;
– Se o animal encalhar na areia, não tente devolvê-lo ao mar;
– Jamais coloque o pinguim em contato com o gelo;
– Evite se aproximar do animal: ele pode se assustar e tentar voltar para o mar;
– Afaste crianças, animais domésticos e curiosos;
– Acione o resgate do PMP-BS: 0800 642 3341 ou (48) 3018 2316 (diariamente das 7h às 17h)
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