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Casal transforma contêiner de R$ 7,9 mil em casa após viajar do Ushuaia ao Alasca e chegar ao Ártico

Ana e Anderson transformam contêiner comprado por R$ 7,9 mil em uma casa em meio à natureza
11/08/2026 - 15:45 - Atualizada em: 11/08/2026 - 15:46
Ana e Anderson já consideram a estrutura uma casa (Foto: Vibe de dois, reprodução)

Depois de anos vivendo na estrada e compartilhar os desafios e cenários com milhares de pessoas, Ana e Anderson, conhecidos pelo canal Vibe de Dois, começaram uma nova etapa da vida no Sul de Santa Catarina. O casal, ela do Rio Grande do Sul e ele de Florianópolis, está transformando um contêiner antigo e enferrujado em uma casa, onde pretendem construir um refúgio em meio à natureza.

Os detalhes da obra estão sendo compartilhados no canal do youtube, que conta com mais de 800 mil seguidores. Foi no mesmo canal que o casal documentou a viagem a bordo de uma kombi clipper de 1986, apelidada de Manezinha. A dupla compartilhou toda a jornada de viagem saindo do Ushuaia até o Alasca e indo mais além, até o Oceano Ártico.

Após a viagem, o casal decidiu comprar um terreno e construir uma residência física e para isso comprou um contêiner de R$ 7,9 mil, que passou a ser o ponto de partida para a construção. Antes de começar a transformação da estrutura, foi necessário preparar bases de concreto para apoiá-la e iniciar uma reforma completa da lataria.

O trabalho incluiu lixamento, aplicação de produto para combater a ferrugem e pintura. O acabamento escolhido foi o verde colonial, cor que, segundo o casal, combina com a paisagem do terreno. Portas e janelas também foram instaladas ao longo do processo.

Enquanto a parte externa ainda recebe os últimos retoques, o interior já ganhou forma. As paredes e o teto foram construídos com sistema de drywall, com isolamento térmico feito com lã de rocha. A parte elétrica foi instalada dentro das paredes antes do fechamento das placas, enquanto o sistema hidráulico também já foi preparado.

A estrutura interna inclui dois quartos, cozinha, banheiro e uma oficina. Na cozinha, os pontos de água e esgoto para a futura pia já estão instalados e embutidos nas paredes. O banheiro recebeu placas específicas para áreas molhadas e uma massa própria para esse tipo de ambiente.

Reforma exige etapas

A transformação do contêiner em moradia envolve diferentes frentes de trabalho. Enquanto uma equipe trabalha na construção interna, Anderson segue reformando a parte externa da estrutura.

Uma das etapas foi a recuperação do teto, que apresentava pontos de ferrugem e áreas onde havia acúmulo de água. O processo começa com a remoção da ferrugem por meio de escova de aço e lixamento. Depois, foi aplicado um fosfatizante para remover a oxidação e proteger a lataria.

Na sequência, a superfície recebeu primer antes da pintura definitiva. O mesmo processo é realizado nas demais partes do contêiner que ainda não foram finalizadas.

A obra também conta com a participação da família e de profissionais contratados para diferentes serviços. Enquanto a casa era construída, o terreno também passou por melhorias.

Terreno ganha gramado e novas plantas

Além da casa, o casal trabalha para transformar a área externa. Uma das iniciativas foi o plantio de palmeiras na entrada do terreno. Cinco mudas foram distribuídas, com três de um lado e duas do outro, formando uma espécie de corredor que deve ficar mais evidente conforme as plantas vão crescendo.

O terreno também recebeu um sistema de irrigação e passou por um processo de hidrossemeadura, técnica utilizada para acelerar a formação do gramado.

Segundo o casal, a área tinha cerca de 4 mil metros quadrados e apresentava um aspecto de terra e barro que incomodava. A aplicação foi feita por uma equipe especializada, utilizando uma mistura de sementes, fertilizantes, matéria orgânica, calcário, fixador e fibra de madeira.

A expectativa apresentada durante a obra era de que a grama começasse a germinar visualmente em até 15 dias e que, em aproximadamente 60 dias, o terreno estivesse coberto. O resultado, porém, começou a aparecer antes do esperado. De acordo com o casal, os primeiros brotos surgiram cerca de três dias após a aplicação e, poucos dias depois, já era possível observar a formação do gramado.

Uma casa ainda em construção

Apesar de a estrutura principal estar pronta, a casa ainda não está completamente finalizada. As paredes precisam receber massa corrida e pintura, além da instalação do piso e dos acabamentos internos.

O banheiro também aparece como uma das próximas etapas da obra. Na parte externa, ainda faltava concluir a pintura de algumas áreas do contêiner.

Mesmo sem todos os acabamentos, Ana e Anderson já consideram a estrutura uma casa. “Nós temos uma casa”, afirmaram no registro da construção.

A nova moradia também terá uma oficina, que será utilizada para guardar ferramentas e materiais. Parte das sobras da construção será reaproveitada para a produção de bancadas e outros espaços de organização.

Depois de transformar um contêiner de R$ 7,9 mil em uma estrutura que já conta com quartos, cozinha, banheiro, oficina, instalações elétricas e hidráulicas, o casal segue trabalhando para concluir o refúgio no interior de Santa Catarina. A construção, que começou com uma estrutura enferrujada, agora avança para a fase de acabamento.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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