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Carla Zambelli, condenada no STF, deixa o Brasil: o que se sabe sobre o caso até agora

Parlamentar foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão
03/06/2025 - 14:47 - Atualizada em: 03/06/2025 - 16:38
A deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) — (Foto: ANDRE VIOLATTIATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou nesta terça-feira (3), que deixou o Brasil e vai pedir licença não remunerada da Câmara dos Deputados para morar na Europa, onde possui cidadania. A decisão ocorre dias após ela ser condenada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão.

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Durante entrevista ao canal AuriVerde Brasil, no YouTube, Zambelli afirmou que buscará tratamento médico no exterior e pretende atuar politicamente na Europa para fortalecer movimentos conservadores no continente.

— O conservadorismo precisa avançar, e o globalismo recuar — declarou.

Carla Zambelli afirmou que buscará tratamento

Condenação no STF

Zambelli foi condenada pelo STF no dia 14 de maio por participação no ataque hacker ao sistema do CNJ, em 2023. A ação resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, assinado com a frase “faça o L”.

Segundo a Polícia Federal, arquivos apreendidos com a parlamentar coincidem com os documentos inseridos no sistema pelo hacker Walter Delgatti, também condenado no processo. A PF concluiu que a deputada participou do planejamento do ataque com o objetivo de desacreditar o Judiciário.

A perda do mandato ainda precisa ser oficializada pela Mesa Diretora da Câmara, mas o STF já tem entendimento consolidado de que pode determinar a medida quando a pena ultrapassa 120 dias de prisão em regime fechado, o que se aplica ao caso de Zambelli.

Reação da parlamentar

Após a condenação, Zambelli divulgou nota afirmando que houve “cerceamento de defesa” e “inúmeras nulidades desprezadas”. Ela disse considerar a decisão injusta por falta de provas “irrefutáveis”.

Nesta terça-feira, voltou a se defender, afirmando que está sendo usada como “bode expiatório” pela derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Zambelli afirmou que o episódio em que perseguiu um homem com arma em punho na véspera do segundo turno do pleito a afastou de Bolsonaro e a levou à depressão.

Futuro da parlamentar na Europa

Zambelli disse que pretende circular por diversos países europeus para articular com lideranças conservadoras, como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o partido Chega, em Portugal. Ela também elogiou a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos e afirmou que deseja seguir exemplo semelhante no continente europeu.

— Quero estar nesses lugares todos. A Espanha precisa acordar. O que Macron está fazendo com a França é assustador. A esquerda está fazendo muito mal — disse.

PGR pede prisão preventiva de Carla Zambelli

Na tarde desta terça-feira (3), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar deixou o Brasil e anunciou que está nos Estados Unidos, mas deve se deslocar para a Europa, como revelaram os jornalistas Andréia Sadi e Octavio Guedes, do G1.

O pedido de prisão foi apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-SP) e logo em seguida, a PGR confirmou o pedido.

Pela rede X, Lindbergh informou que protocolou a representação na PGR por considerar a saída de Zambelli como “risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e à integridade das instituições democráticas brasileiras”.

— Logo após a condenação, a representada evadiu-se do território nacional, sem comunicação ao STF, e passou a ser mantida fora do alcance da jurisdição penal — escreveu.

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