Cães em freezer: defesa revela motivo para comportamento de protetor animal
O protetor de animais responsável pelos mais de oitenta cachorros encontrados desnutridos e doentes em um sítio de Biguaçu, na Grande Florianópolis, revelou porque mantinha alguns dos cães mortos em um congelador. O caso tem repercutido nas redes após vídeos virem a tona no último sábado (9).
Ele chegou a ser preso na sexta-feira (8) e solto no sábado (9), em audiência de custodia ficou definida a proibição da guarda dos animais novamente. De acordo com o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), ele deve ainda receber atendimento psicológico e psiquiátrico pelo município ou o Estado.
Do outro lado, a defesa do protetor, os advogados Lisiane Echeverria e Luiz Henrique de Souza, declaram que o homem está em liberdade por ser inocente e jamais ter abandonado ou maltratado os bichos.
Imagens repercutiram nas redes sociais





Defesa explica o congelamento dos animais
Imagens dos corpos dos cães congelados revelados dentro do freezer repercutiram nas redes sociais e intensificaram a busca por respostas por parte da população. Para a defesa, essa era a única alternativa do homem que buscava proteger outros bichos de doenças virais.
Em nota, os advogados declararam que ele não tinha condições financeiras para pagar por uma cremação, procedimento ideal em casos de morte por doenças altamente contagiosas, por isso, teria recorrido ao congelamento e, assim, evitado problemas para os outros cães.
Confira a nota na íntegra:
Em relação ao congelamento, os animais estavam doentes e vieram a obtido decorrente de Cinomose e Papavirose, que são doenças virais, altamente contagiosas e permanecem por anos no local contaminado, uma vez que trata-se de um vírus.Assim, os animais não podem ser enterrados, pois a doença se dissemina por secreção e fica no solo, podendo ser transmitido e ocasionar a morte de outros cães.
Tecnicamente, o congelamento é uma das alternativas para inativar o vírus e assim evitar a proliferação, antes do sepultamento.Ele fez o procedimento em prol da saúde e segurança dos demais cães, uma vez que sem apoio ou dinheiro público, não tinha como cremar os animais naquele momento, que seria a primeira opção para evitar a proliferação do vírus.
Logo, ele agiu com os recursos que possuía, foi um visionário e bem feitor, protegendo aos demais animais os quais tanto ama.
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