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Caçadoras de asteroides da UFSC já identificaram 18 objetos rochosos no céu

O projeto é baseado em um conceito internacional de "ciência cidadã"
07/08/2025 - 13:32
Equipes realizaram oficinas de telescópios e treinamento na Escola do Futuro em Florianópolis no último ano. (Foto: Divulgação/Caça Asteroide)

Há cerca de dois anos, jovens cientistas se reúnem na UFSC para estudar mapas estelares e identificar possíveis asteroides no céu. Ao longo do projeto, as garotas já descobriram 18 formações rochosas espaciais.

A equipe feminina é fruto do projeto Meninas na Ciência, vinculado às atividades do programa Caça Asteroide, da NASA. Aqui no Brasil, o programa está ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e com a Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC, na sigla em inglês).

— Não é necessário que você seja um cientista da NASA, você pode ser uma adolescente de 17 anos e fazer descobertas como um asteroide —, conta a estudante de Física Ana Isadora Martins.

Hoje com 19 anos, Isadora participou do programa como aluna na primeira turma do Caça Asteroide, em 2023. O grupo acabou encontrando oito asteroides durante o primeiro ano de pesquisas. Atualmente, Ana é uma das lideranças do projeto, responsável pelo treinamento de outras meninas.

— Eu acredito que, além de toda essa experiência, o projeto também proporciona esse ambiente majoritariamente feminino que incentiva as meninas a ingressarem em áreas da ciência e é uma forma de empoderamento.

Segundo a coordenadora do projeto Meninas na Ciência, Gabriela Kaiana Ferreira, para entrar na equipe, não é necessário conhecimento prévio em astronomia ou em qualquer conceito de física. Qualquer menina ou mulher, com idade superior a 13 anos, é convidada a participar.

— Tudo o que precisa é de um computador e internet —, explica a coordenadora do projeto.

O projeto é baseado em um conceito internacional de “ciência cidadã”, que conta com a participação de voluntários, com ou sem conhecimento específico de qualquer ramo da ciência, na produção de conhecimento e desenvolvimento e pesquisas.

Caçadoras de asteroides

Identificação de asteroides

Ao longo dos mais de dois anos de existência do projeto, iniciado em 2023, cerca de 100 meninas passaram pelo projeto. Até então, 18 asteroides foram identificados pela iniciativa brasileira.

A caça de asteroides é feita através de uma plataforma digital simples. Segundo a professora Gabriela, o software pode ser instalado em qualquer tipo de computador e o treinamento é feito pelo próprio grupo.

— Nós não fazemos conta, não precisamos programar. O treinamento ensina as meninas à reconhecer os objetos na tela e o padrão das imagens —, explica.

A plataforma cria uma série de imagens, estáticas e em movimento, com representações do céu. As meninas são ensinadas a ler esses registros, feitos em preto e branco, para identificar sinais de possíveis asteroides.

Segundo a professora, a descoberta, na verdade, é de candidatos a asteroides.

— Mandamos esse relatório com os candidatos para serem investigados mais profundamente, como o tamanho, a velocidade e a trajetória.

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