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Bebês representam quase 65% das internações por doenças respiratórias no Hospital Infantil de Florianópolis

Na última sexta-feira (9), a taxa de ocupação chegou a 89,7%, com apenas três leitos disponíveis
12/05/2025 - 08:33 - Atualizada em: 12/05/2025 - 08:33
Bebês representam quase 65% das internações por doenças respiratórias no Hospital Infantil de Florianópolis — (Foto Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF)

De janeiro a abril de 2025, o Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) registrou 677 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que 438 desses casos, ou 64,7%, envolveram bebês com menos de dois anos de idade. Os dados são do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HIJG, repassados à Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES). As informações são do NSC Total.

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Na última sexta-feira (9), a taxa de ocupação chegou a 89,7%, com apenas três leitos disponíveis, segundo o Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges/SC). Conforme a Prefeitura de Florianópolis, apenas 13,61% das cerca de 13.700 crianças com idade entre seis meses e dois anos haviam sido vacinadas até o início de maio. 

Casos como o da auxiliar de cozinha Alice Luz do Rosário, de 21 anos, ilustram os desafios enfrentados por pais e responsáveis. Em 2024, sua filha, então com quatro e cinco meses, precisou ser internada duas vezes, primeiro com bronquiolite, causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), e depois por adenovírus, outro agente viral comum em infecções respiratórias.

— Quando ela ficou uma semana internada, era muita tosse. Ela ficava roxinha, sem ar. Eu não dava conta em casa — relata Alice. Após as internações, a bebê continua com imunidade mais baixa e maior vulnerabilidade a gripes.

O que diz os profissionais

Segundo a médica pediatra Flavia Zandavalli Neves da Fontoura, do HIJG, a alta de internações está relacionada ao aumento da circulação de vírus como Influenza A, VSR e rinovírus, agravada por fatores como o frio, o retorno às atividades escolares e o confinamento em ambientes fechados.

— A baixa cobertura vacinal e a presença de doenças pré-existentes também contribuem para quadros mais graves — destaca a médica, que reforça a importância de procurar as unidades básicas ou UPAs em casos mais leves, para não sobrecarregar os hospitais.

Como se previnir

Além da vacinação, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) recomenda medidas preventivas como higiene frequente das mãos, uso de máscara por pessoas sintomáticas, evitar aglomerações e manter ambientes ventilados. Também é importante não enviar crianças com sintomas gripais para a escola.

Sintomas da SRAG

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) inclui quadros de síndrome gripal que evoluem com comprometimento respiratório, podendo envolver dificuldade para respirar, dor no peito, baixa oxigenação ou coloração azulada nos lábios e rosto. Os agentes causadores mais comuns são os vírus Influenza, VSR, SARS-CoV-2, além de bactérias e outros micro-organismos.

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