Atraso de quase um ano para fazer 15 CEIs deve ser considerado em contexto de nova PPP
A conta não fecha: Joinville cresce rápido demais e a estrutura pública, muitas vezes, não acompanha o ritmo. Um exemplo está no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público para reduzir o déficit na educação infantil. A promessa era de 15 novos CEIs em dois anos. O prazo venceu em junho de 2025 com um cenário desanimador: apenas uma unidade entregue.
Agora, sob um novo prazo (até junho de 2026), o status melhorou. Hoje, 13 obras estão prontas e as duas pendentes, o CEI Jarivatuba e o Santa Catarina, tem promessa de conclusão no primeiro trimestre.
Ao que tudo indica, a prefeitura “jogou a toalha” do modelo tradicional de obras diretas. A experiência traumática desse TAC parece ter empurrado o município para o modelo de concessão.
Atualmente, está aberta a consulta pública para a construção de 27 novas escolas. A meta é que a iniciativa privada entregue tudo em quatro anos. O novo modelo prevê que a empresa vencedora não apenas construa, mas opere serviços como alimentação, limpeza, segurança e manutenção.
Para o cidadão, o modelo de gestão — se é PPP, concessão ou execução direta — importa menos do que o resultado final.
Uma criança não pode esperar um ano “extra” por uma obra. A vida das famílias não para. No fim do dia, o que se espera é que o dinheiro público se converta em atendimento de qualidade e em vagas garantidas.