“Arraiá dos velhinhos”: projeto pioneiro em atividades para idosos celebra 40 anos; entenda
O tradicional projeto de extensão “Atividades Físicas para a Terceira Idade”, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), completa 40 anos em 2025. Para marcar a data, os participantes aproveitaram um arraiá animado na última terça-feira (24), no Centro de Desportos da universidade, com direito a comidas típicas, música ao vivo e muita dança.
A festa junina foi o quarto evento comemorativo do calendário especial de aniversário, que começou em março e segue até agosto.
Projeto é pioneiro no Brasil






Coordenado pela professora Tânia Bertoldo, o projeto foi criado em agosto de 1985 e é considerado um dos pioneiros do Brasil no atendimento sistemático à população idosa por meio da atividade física.
— Começamos com cinco idosos. Hoje, apesar da diminuição dos números por causa da expansão de programas semelhantes em outras instituições, ainda atendemos cerca de 200 idosos com regularidade — explica.
O impacto do projeto foi tão significativo que inspirou a criação de iniciativas semelhantes em unidades de saúde, prefeituras, SESCs e SENACs.
Atividades vão além da saúde física
O projeto oferece diferentes modalidades de exercícios, como ginástica, hidroginástica, natação e vôlei adaptado, para pessoas acima de 60 anos. As atividades são realizadas duas vezes por semana, com exceção do vôlei, que tem três encontros semanais.
— O objetivo principal é a prática da atividade física, com foco no fortalecimento muscular, equilíbrio, coordenação e resistência. Mas os benefícios vão muito além do físico. Aqui, trabalhamos também a socialização e a saúde mental — destaca a professora Tânia.
Como se inscrever
O projeto funciona por meio de inscrições semestrais. O novo edital será lançado no dia 4 de agosto e as vagas são limitadas. O custo da participação é simbólico, R$ 230 por semestre, e há possibilidade de isenção para pessoas que comprovem baixa renda.
— Se a pessoa ganha menos de um salário e mostra que não pode pagar, a gente isenta a matrícula. O importante é incluir, nunca excluir — reforça a coordenadora.
Além do arraiá, outras comemorações já aconteceram ao longo do ano em alusão aos 40 anos do projeto. A programação segue até agosto com novos encontros e homenagens aos participantes e profissionais que fizeram parte dessa trajetória.
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