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Apelido da cadeia e YouTuber: Quem é o influencer alvo por venda ilegal de anabolizantes

Influencer fitness de 2,5 milhões de seguidores teve casa revistada e fala em mal-entendido com a polícia
06/08/2025 - 12:55 - Atualizada em: 06/08/2025 - 12:55
Renato Lopes, o “Marombeiro Pobre Loco”, é investigado por suposta ligação com venda de anabolizantes
Renato Lopes, o “Marombeiro Pobre Loco”, é investigado por suposta ligação com venda de anabolizantes (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Renato dos Santos Lopes, de 32 anos, conhecido nas redes sociais como “Marombeiro Pobre Loco”, foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Campo Grande (MS). O influencer fitness, que acumula mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram e YouTube, é investigado em uma operação que apura uma quadrilha acusada de fabricar e vender anabolizantes de forma ilegal em vários estados do país.

A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras). Segundo a polícia, Renato foi o único investigado da operação em Mato Grosso do Sul. Ele foi levado à delegacia na terça-feira (5), prestou depoimento e foi liberado em seguida.

Quem é o “Marombeiro Pobre Loco”?

Renato se define nas redes como pai, servo de Deus, empresário, lutador de boxe e bodybuilder. Seus conteúdos mesclam humor com dicas de treino, dieta e relatos sobre o uso de hormônios.

O apelido curioso nasceu após uma prisão anos atrás. Em um vídeo, o próprio influencer explicou que ouviu a expressão “pobre loco” dentro da cadeia, quando um detento se negou a emprestar dinheiro a outro. A frase marcou tanto que acabou virando sua marca registrada.

Depois de sair da prisão em 2020, ele criou um canal no YouTube focado em musculação acessível, que rapidamente viralizou e abriu espaço para parcerias com marcas. Apesar de convites para se mudar para São Paulo ou Rio de Janeiro, preferiu continuar em Campo Grande, onde vive com a família e mantém uma loja de suplementos.

O que diz a defesa

A defesa de Renato alega que ele não fabrica nem vende anabolizantes, mas apenas divulga produtos de empresas investigadas. Segundo os advogados, medicamentos apreendidos eram de uso pessoal e possuem receitas médicas, que já foram apresentadas à polícia.

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