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Alzheimer pode ter cheiro e detecção por exame simples; entenda

Pesquisa alemã revela que exames simples podem antecipar diagnóstico da doença
03/09/2025 - 14:35 - Atualizada em: 03/09/2025 - 14:37
Novo estudo liga olfato à fase precoce de Alzheimer . (Foto: Banco de imagem/ Reprodução)

Cientistas da Universidade de Munique estão desenvolvendo pesquisas que ligam o olfato à fase inicial da doença de Alzheimer. A investigação, publicada na revista Nature Communications, sugere que o nariz poderia funcionar como um rastreador acessível para Alzheimer.

De acordo com os pesquisadores liderados por Jochen Herms, o estudo foi colhido com três frentes: testes com camundongos, PET scans em pacientes vivos e análise de tecidos cerebrais de indivíduos que faleceram com Alzheimer.

O próprio Herms reconhece o potencial dessa descoberta:

— Nossas descobertas podem abrir caminho para a identificação precoce de pacientes com risco de desenvolver Alzheimer… Isso permite que eles passem por testes abrangentes para confirmar o diagnóstico antes que os problemas cognitivos surjam. — destaca

Olfato tem ligação direta com a doença

Estudos anteriores já apontavam que pessoas com olfato prejudicado tinham duas vezes mais chance de desenvolver demência em cinco anos em comparação àquelas com olfato normal.

Em paralelo, um levantamento da Alzheimer’s Society, revelou que mais da metade dos entrevistados (52%) enfrentou longos tempos de espera para o diagnostico e 41 % precisou recorrer a vários profissionais para conseguir uma avaliação.

Nariz pode ser nova ferramenta

Identificar pacientes em estágios inicias pode potencializar medicamentos recentes que já ajudam no combate aos sintomas, aumentando a chance de uma resposta positiva a longo prazo.

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