A estratégia de cidade colada em Capital para prevenir alagamentos em bairros tradicionais
Escavadeiras hidráuilicas, bobcats e outros equipamentos tomaram conta das ruas de São José, cidade-vizinha de Florianópolis. A prefeitura intensificou trabalhos de desassoreamento de um dos principais rios do município, a fim de prevenir alagamentos nos bairros Campinas e Kobrasol.
O alvo do desassoreamento é o Rio Araújo, que divide São José e Florianópolis. Bancos de areia, lodo e vegetação acumulados são removidos nesta semana ao longo da calha do rio.
A ação tem como objetivo remover o material que provoca o afunilamento do rio e dificulta o fluxo natural, especialmente em dias de chuva forte. Ao menos 10 caçambas de areia foram retiradas, segundo a prefeitura.
A estratégia de São José



As ações são realizadas pela Secretaria de Infraestrutura do município. Em especial, os trabalhos ocorrem entre a Rua 5 de Novembro, no bairro Kobrasol, e a Avenida Beira-Mar de São José, além da Rua Álvaro Tolentino, no bairro Campinas.
Risco de chuvas fortes em São José
— Manter regular a vazão dos rios é uma das formas de evitarmos os alagamentos, mas é preciso contar com a participação da população, especialmente quanto ao descarte correto do lixo — declarou o secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda.
Além disso, o secretário ainda reforçou a importância dos serviços em meio a possibilidade de um “super” El Niño no segundo semestre de 2026. O fenômeno tem potencial para provocar chuvas fortes e eventos extremos em São José e em toda a região Sul do país.
Às vésperas do réveillon de 2026, três postos de saúde ficaram inundados em São José após fortes chuvas atingirem a cidade. Na época, o acumulado de chuva chegou a 185 milímetros em 24 horas.
O rio que divide Florianópolis e São José
Rio Araújo, com cerca de 5,3 quilômetros de extensão, marca a fronteira invisível que separa Florianópolis e São José. O curso d’água, que carrega histórias e memórias de tempos em que era próprio para banho, deixou para trás o simbolismo e hoje carrega o fardo da poluição e do abandono.
O Araújo, que nasce no bairro Bela Vista e deságua na Beira-Mar de São José, no entanto, chama atenção por outro motivo: ao longo do caminho, recebe entulho, óleo, esgoto clandestino e resíduos diversos.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura do município, os trabalhos estão sendo conduzidos com cuidado técnico para evitar impactos ambientais e garantir que a intervenção ocorra de forma eficaz e sustentável, preservando o ecossistema local e beneficiando não apenas Campinas e Kobrasol, mas também bairros vizinhos.
*Sob supervisão de Nicoly Souza