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Vírus letal Nipah acende alerta e relembra pandemia de Covid-19

O vírus, embora raro, tem alto potencial pandêmico e relembra a crise de 2020 com o Covid-19
26/01/2026 - 14:08
Conheça o vírus Nipah (Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil)

O vírus letal Nipah acendeu um alerta internacional após a confirmação de cinco casos, incluindo médicos e enfermeiros, na Índia. O vírus, embora raro, tem alto potencial pandêmico e relembra a crise de 2020 com o Covid-19. As informações são do Globo.

Quase 100 pessoas foram orientadas a fazer quarentena, até o fechamento da matéria. Quando o indivíduo é infectado, o Nipah se manifesta de diferentes formas, desde doenças respiratórias até inflamações fatais no cérebro.

Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, vômitos e dor de garganta. No entanto, eles podem evoluir para tonturas, sonolências e sinais neurológicos, que indicam encefalite aguda.

De onde veio o vírus Nipah

O vírus Nipah foi reconhecido pela primeira vez em 1999. Na época, um surto de fazendeiros de porcos na Malásia levantou preocupações. O primeiro surto aconteceu justamente por causa dos animais, consumidos pela população. Ele circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus que se alimentam de frutas

Como o vírus Nipah é transmitido

Em um último surto na Índia, registrado em 2001, cerca de 75% dos casos aconteceram entre funcionários ou visitantes de um hospital. A transmissão foi relatada entre familiares e cuidadores de pacientes em contato próximo com as secreções das pessoas.

De 2001 a 2008, cerca de metade dos casos relatados em Bangladesh foram devido à transmissão de humano para humano por meio da prestação de cuidados a pacientes infectados.

Quais os sintomas do vírus Nipah

Geralmente, os sintomas começam com febre, dores de cabeça, mialgia (dor muscular), vômitos e dor de garganta, que podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem experimentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo. Não há medicamentos ou vacinas específicas para a infecção do vírus.

*Sob supervisão de Nicoly Souza

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