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Privada de comida e torturada: Adolescente é resgatada após dois anos em cárcere

O caso, descoberto após ela pedir ajuda a vizinhos, levou à prisão dos três suspeitos envolvidos na violência
22/11/2025 - 13:24
(Foto: Arquivo CBN)
Na casa estava apenas os familiares do policial militar. (Foto: PMSC, Arquivo)

Uma adolescente de 16 anos conseguiu escapar de casa durante a madrugada e revelou ter passado dois anos em cárcere, sendo torturada pela mãe e pelo padrasto em Goiânia. O caso, descoberto após ela pedir ajuda a vizinhos, levou à prisão dos três suspeitos envolvidos na violência.

Segundo a Polícia Civil, a jovem vivia nos fundos da residência sem contato com outras pessoas ou adequado à alimentação. Ela apresentava diversos ferimentos, além de estar muito magra.

A mãe e a filha haviam se mudado para Goiânia há dois anos. Na casa moravam também o padrasto e outra mulher, que foi presa e apontada como participante das agressões.

O pai da adolescente só soube da situação quando vizinhos o avisaram, após atenderem ao pedido de socorro da menina. Ele viajou até Goiânia e acionou a polícia. Ao g1, contou que há dois anos tentava manter contato com a filha, mas nunca conseguia.

Ele afirmou ainda que a jovem era privada de comida e não podia estudar. — Não deixava a menina estudar, não saía nem pra fora. Eu comprei uma coxinha pra ela mesmo. Disse que tem quase dois anos que ela não comia mais uma coxinha — disse.

A adolescente passou por atendimento médico no Hospital Estadual da Mulher e depois foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exames que vão avaliar todas as lesões e apurar se houve violência sexual.

Adolescente passou dois anos em cárcere, sendo torturada

Em entrevista à TV Anhanguera, a conselheira tutelar Aline Pinheiro Braz dos Santos explicou que as agressões aconteciam por motivos banais.

— Eles criavam formas de punir. Simplesmente por não gostar da forma que ela fez alguma coisa. A punição talvez era não tomar banho, ficar a noite inteira de joelho. Ela ficava três dias ou mais sem se alimentar. Ela está bastante machucada das agressões que sofria — afirmou.

A Polícia Civil disse que o caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e que as apurações seguem sob sigilo até a conclusão do inquérito.

*As informações são do g1.

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