Fotos resgatam o desastre aéreo que chocou Florianópolis e deixou 55 mortos há 46 anos
O desastre aéreo envolvendo o voo 303 da Transbrasil completou 46 anos. O avião colidiu contra o Morro da Virgínia, em Florianópolis, e chocou a comunidade local.
Durante a noite de 12 de abril de 1980, o voo 303 da Transbrasil fazia a rota de Belém para Porto Alegre. A aeronave possuía quatro escalas: Fortaleza, Brasília, São Paulo e Florianópolis.
No trecho final para Florianópolis, o avião enfrentou muita turbulência, resultado de uma frente fria que provocava tempestades na região. Além disso, erros humanos teriam colocado o voo em risco.
Voo Transbrasil 303: erros humanos





Além da tempestade que tomava conta de Florianópolis, dois erros humanos teriam colocado o avião fora da trajetória inicial. Inicialmente, uma curva teria sido realizada com velocidade superior a 300 nós — muito além do limite. Além disso, a manobra teria sido realizada por 110 segundos, ao invés dos 90 previstos. Os erros colocaram o avião a cerca de 8 quilômetros fora do caminho certo.
Voo Transbrasil 303: o acidente
Prestes a pousar no Aeroporto Internacional de Florianópolis, a tripulação do voo 303 da Transbrasil imaginava estar sobre a Baía Norte. No entanto, a aeronave cruzava os morros do bairro Ratones.
A cerca de 300 metros altitude, o avião bateu no Morro da Virginía. Em relato ao Jornal do Almoço, da NSC TV, a moradora Josefa Alves Moreira afirmou ter escutado um estouro: “A gente viu aquele fogo tomando conta da região”.
Ao todo, 55 pessoas morreram no acidente. A retirada dos corpos ocorreu durante todo o dia seguinte, realizado por equipes da Polícia Militar, Corpo dos Bombeiros e Aeronáutica.
Voo Transbrasil 303: os furtos
Um episódio polêmico após o acidente do voo 303 da Transbrasil envolveu o furto de objetos de valor dos passageiros. Devido à dificuldade de acesso ao Morro da Virgínia e às péssimas condições meteorológicas, os saqueadores conseguiram chegar aos destroços antes das equipes de resgate oficiais.
Pessoas iam até o local procurando objetos de valor como uma caixa que tinha R$ 400 mil em joias — em valores atualizados. Um policial chegou a ser apontado na época como responsável pelo roubo, o que nunca foi provado.
Atualmente, é possível chegar no local do acidente por uma trilha. A mata derrubada pelo avião e queimada pelo incêndio da explosão já cresceu. O único sinal que resiste é uma mancha clara em uma das rochas onde o avião bateu.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel