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DNA de familiares ajuda a identificar homem desaparecido há três anos em SC

Pais forneceram material genético durante campanha nacional em agosto
28/10/2026 - 13:51
(Foto: Polícia Científica/Reprodução)

A Polícia Científica de Santa Catarina identificou os restos mortais de um homem que estava desaparecido desde setembro de 2023. A confirmação foi possível por meio do Programa PCI Conecta, após os pais dele fornecerem amostras de DNA durante uma mobilização nacional voltada à identificação de pessoas desaparecidas. O resultado foi formalizado em laudo pericial emitido em 9 de outubro de 2026.

O homem, identificado pelas iniciais R. J., nasceu em 1979 e foi visto pela última vez em Blumenau, no Vale do Itajaí, em setembro de 2023. O desaparecimento, no entanto, só foi registrado oficialmente em dezembro de 2024.

Em outubro de 2023, um corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina. Na época, não foi possível determinar a identidade da vítima. A perícia conseguiu obter o perfil genético dos restos mortais e inseri-lo no Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina, onde permaneceu disponível para futuras comparações.

A identificação só avançou em 28 de agosto de 2026, quando os pais do homem compareceram à Superintendência Regional de Polícia Científica, em Joinville, para fornecer material genético durante a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada naquele mês.

Com a inclusão das amostras dos familiares no banco de dados, foi possível estabelecer a correspondência genética com o material coletado do corpo encontrado em Barra Velha. O perfil havia permanecido sem correspondência por quase três anos, devido à ausência de amostras de referência de parentes.

Segundo a coordenadora dos Programas Institucionais da Polícia Científica, Patrícia Cardoso Monteiro, a colaboração das famílias é fundamental para o esclarecimento de casos de desaparecimento. “A ciência oferece ferramentas capazes de trazer respostas mesmo depois de muito tempo, mas esse trabalho também depende da participação das famílias”, destaca.

A coordenadora ressalta ainda que cada nova amostra de DNA representa uma oportunidade de esclarecer desaparecimentos e oferecer respostas aos familiares que convivem com a incerteza sobre o paradeiro de pessoas próximas.

*Sob supervisão de Pablo Olave Brito

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