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Após reabilitação, 20 pinguins são devolvidos ao mar na Praia do Moçambique

Aves foram resgatadas em diferentes praias de Santa Catarina; levantamento aponta mais de 7 mil registros de pinguins em Florianópolis em 2026
03/11/2026 - 19:43
(Foto: Associação R3 Animal/Reprodução)

Vinte pinguins-de-Magalhães retornaram ao mar na Praia do Moçambique, em Florianópolis, na última quarta-feira (28), após passarem por um período de reabilitação. Os animais foram resgatados em diferentes praias de Santa Catarina e receberam cuidados da ONG R3 Animal antes de serem considerados aptos para voltar à natureza.

Segundo o NSC Total, a soltura faz parte das ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Com esse grupo, chega a 61 o número de pinguins devolvidos ao mar em Santa Catarina em 2026. Outras duas solturas já haviam sido realizadas desde o início do ano.

Mais de 7 mil registros em Florianópolis

O número de pinguins encontrados nas praias da Capital chama a atenção. De acordo com dados do PMP-BS/R3 Animal, até 28 de outubro de 2026, foram registrados 7.093 pinguins-de-Magalhães no litoral de Florianópolis. Desse total, apenas 289 estavam vivos no momento do resgate.

As praias com maior número de registros foram Moçambique, com 1.660 ocorrências, Joaquina, com 1.002, e Ingleses, com 763.

Em entrevista ao NSC Total, Regina Reis, assistente técnica do PMP-BS/R3 Animal, afirmou que encontrar mais animais mortos do que vivos é uma situação observada todos os anos. No entanto, o aumento expressivo das ocorrências exige uma avaliação das possíveis causas.

A profissional explicou que não existe necessariamente um único motivo para as mortes. Muitos animais podem morrer ainda em alto-mar e ser levados pelas correntes marítimas até a faixa de areia, fazendo com que vários encalhes sejam registrados em um mesmo dia.

Apesar dos números, a R3 Animal considera que a situação é compatível com o período do ano. Durante os meses mais frios, os pinguins-de-Magalhães deixam suas colônias reprodutivas na Patagônia argentina e nas Ilhas Malvinas em busca de alimento, acompanhando as correntes marítimas em direção ao litoral brasileiro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Também para o NSC Total, a técnica de monitoramento, Mariê Loro, explicou que muitos dos animais que chegam às praias brasileiras são jovens e ainda não têm experiência em migrações longas. Eles frequentemente chegam exaustos, com baixo peso e hipotermia, o que reduz as chances de sobrevivência.

Os animais encontrados mortos são recolhidos e encaminhados para necropsia, procedimento que permite coletar amostras biológicas e investigar as causas da morte. Já os que são encontrados vivos recebem atendimento no Centro de Reabilitação da R3 Animal até apresentarem condições de retornar ao ambiente natural.

Confira o vídeo:

Como agir ao encontrar um pinguim na praia?

A orientação é não tentar devolver o animal ao mar, oferecer alimentos ou colocá-lo em contato com gelo. Também é importante evitar tocar no pinguim e manter cães e outros animais domésticos afastados.

Segundo a equipe de monitoramento, o atendimento é realizado quando o pinguim está encalhado na faixa de areia. Animais que permanecem no mar, mesmo próximos à costa, não devem ser resgatados.

Em caso de ocorrência, a R3 Animal pode ser acionada pelos telefones (48) 3018-2316 e 0800 642 3341, ou pelo WhatsApp (48) 9104-5707. O atendimento ocorre diariamente, das 7h às 17h.

Sob supervisão de Pablo Olave Brito

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