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Após decreto de emergência, vacinas e etiqueta de saúde são as defesas da Prefeitura de Florianópolis

Entenda quais medidas estão em prática nesse momento.
02/05/2025 - 15:31 - Atualizada em: 24/07/2025 - 15:08
UPA Norte em Florianópolis anos atrás — Foto Juan TodescattNSC TV

Florianópolis decretou emergência em saúde por causa do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na última semana, decreto que permite ações emergenciais por 180 dias.

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Em entrevista a CBN Florianópolis, a assessora de serviços hospitalares, urgências e emergências da Prefeitura de Florianópolis, Sheila Araújo destacou quais as próximas medidas da prefeitura e porque o decreto foi necessário.

Por que a prefeitura decretou estado de emergência?

O município decretou uma situação de emergência por conta do aumento das doenças respiratórias em Florianópolis. Já foram registrados mais de 400 casos relacionados à doença neste ano, representando um aumento de 84,59% nos atendimentos pediátricos e de 42,55% nos atendimentos à adultos. O cenário é agravado com a proximidade da baixa de temperaturas.

Sheila Araújo destacou que a Prefeitura de Florianópolis e o secretário de Saúde mantém dentro da Secretaria de Saúde um grupo de monitoramento constante das urgência e emergências diária. É através desse monitoramento que eles realizam comparativos e tomam decisões:

— Entre janeiro e abril, por exemplo, o número de atendimentos com SIDS relacionados a problemas respiratórios na pediatria, tivemos um aumento de 89% de casos. Para o público adulto, nós tivemos um aumento já de mais de 40%. Para além disso, nós detectamos também um aumento no grau de complexidade destes casos. —

A resposta aconteceu nas unidades de saúde que estão lotadas. O município registrou crescimento de 260% em casos de transferências das UPAs para hospitais. 

Quais medidas a prefeitura deve tomar

Vacinação para grupos prioritários

A vacinação é a principal ferramenta de prevenção da prefeitura contra a SARS, a síndrome de agravos respiratórios. Atualmente, ela está restrita aos grupos prioritários em que estão inclusos gestantes, crianças pequenas, idosos, pacientes com doenças crônicas, pacientes com deficiência, profissionais de saúde, profissionais de educação, de segurança e de transporte.

A partir do dia 12 de maio, a vacinação será ampliada para toda a população.

Os pontos de vacinação são: nos postos de saúde (a partir de segunda-feira), o espaço Imuniza Floripa, a van da vacinação (endereço atualizado diariamente nas redes sociais) e a sala parceira do SESC.

Sheila destaca ainda:

— É fundamental que a população entenda que ao se vacinar, ele está se protegendo, ele também está protegendo quem ele ama, ele está protegendo quem ele ama. Além, também é muito importante, aproveitando esse espaço, salientar que nós precisamos retomar aquela etiqueta em saúde. —

Etiqueta de saúde deve voltar

De acordo com a assessora a população precisa apoiar o protocolo de saúde utilizando o álcool gel, protegendo o rosto na hora do espirro/tosse e a máscara sempre que necessário for.

— Não é já o momento para alarde, para grandes preocupações, mas nós estamos nos preparando justamente para mitigar qualquer outra situação futura. —

Sheila afirmou ainda que mesmo que o decreto emergencial, possibilite a contratação de profissionais e o aumento de carga horário, no dia de hoje e no fim de semana, a prefeitura acredita ter condições de absorver as demandas.

Confira imagens

Até o momento a vacinação está abaixo do esperado

Durante a entrevista, Sheila afirmou que neste momento, a vacinação está bem aquém do esperado ainda. Dentro dos grupos prioritários, ela ainda está bem abaixo do esperado. No grupo das gestantes, por exemplo, apenas 6% já se vacinou.

A partir do dia 12, o Estado e o Ministério da Saúde, devem começar a campanha de vacinação apara todos os públicos.

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