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“Rejeição é parte do pacote de ter voz”: psicólogo revela como buscar agradar a todos pode gerar ansiedade e impedir a construção da própria identidade

Em reflexão na CBN, Rossandro Klinjey defende que a busca constante pela aprovação dos outros tem impactos na saúde emocional
07/08/2026 - 13:51 - Atualizada em: 07/08/2026 - 13:51

Muitas pessoas crescem acreditando que precisam agradar a todos para serem aceitas. Esse comportamento, que costuma começar ainda na infância, pode fazer com que opiniões, sentimentos e vontades sejam deixados de lado em nome da aprovação dos outros. Para o psicólogo e palestrante Rossandro Klinjey, essa tentativa constante de evitar conflitos tem consequências para a saúde emocional e para a construção da própria identidade.

Em seu quadro diário na CBN, Rossandro afirma que já acompanhou diversos casos de pessoas que passaram a infância e a adolescência tentando corresponder às expectativas de todos ao seu redor. Segundo ele, isso acontece quando alguém aprende a arredondar opiniões, esconder o que realmente pensa e ceder em diferentes situações apenas para não desagradar os outros.

Abrir mão da autenticidade impede que as pessoas desenvolvam relações verdadeira (Foto: Banco de Imagem)

O psicólogo destaca que esse comportamento exige um esforço constante e acaba cobrando um preço alto ao longo da vida.  Para ele, tudo aquilo que deixa de ser dito ou vivido para conquistar a aprovação alheia permanece dentro da pessoa e pode se manifestar de diferentes formas, como ansiedade, tensão, medo e angústia.

“Agradar todo mundo exige uma operação cara, que é esconder o que você pensa. E o que fica escondido não some”

Rossandro explica que o problema não está em ser gentil ou respeitoso, mas em abrir mão da própria autenticidade para evitar qualquer possibilidade de rejeição. Segundo ele, esse hábito impede que as pessoas desenvolvam relações verdadeiras, já que passam a mostrar apenas aquilo que acreditam que será aceito pelos outros.

O especialista também ressalta a importância de aprender, desde cedo, que a rejeição faz parte da convivência humana. Para ele, quem consegue expressar suas opiniões com honestidade compreende que nem sempre será bem recebido, e isso não significa que esteja errado. “Alguém, em algum canto, sem motivo nenhum, não vai gostar do que você diz. Rejeição é parte do pacote de ter voz”, afirma.

A reflexão de Rossandro Klinjey sobre tentar agradar a todos

Na avaliação do psicólogo, uma vida construída a partir de “silêncios estratégicos” para se encaixar produz pessoas que são aceitas superficialmente, mas nunca conhecidas de verdade. Isso acontece porque, ao esconder pensamentos, desejos e opiniões, a pessoa impede que os outros conheçam quem ela realmente é.

Rossandro defende que expressar sentimentos e ideias com sinceridade é uma forma de preservar a saúde emocional. Para ele, assumir quem se é, mesmo correndo o risco de desagradar algumas pessoas, representa uma “higiene da alma”, já que permite viver de maneira mais autêntica e estabelecer relações baseadas na verdade, e não apenas na necessidade de aprovação.

Ao concluir sua reflexão, o psicólogo afirma que buscar a unanimidade pode parecer uma estratégia para evitar conflitos, mas não constrói vínculos genuínos. Segundo ele, existe uma diferença entre ser aprovado e ser amado. “A aprovação se conquista com silêncio, mas o amor exige que você apareça”, conclui.

Assista ao comentário completo de Rossandro Klinjey no quadro “Refletir para Viver”

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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