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Por que você nunca deve usar pistolas massageadoras no pescoço, alerta neurologista

Neurologista explica três hábitos comuns que podem prejudicar o cérebro
05/08/2025 - 14:06 - Atualizada em: 05/08/2025 - 14:06
Do espirro à música alta_ hábitos comuns que podem causar danos ao cérebro
Pistolas massageadoras são cada vez mais usadas pelas pessoas (Foto: Banco de Imagens)

As pistolas massageadoras viraram objeto de desejo de muita gente. Principalmente, depois do aumento no número de pessoas que praticam atividade física diariamente e usam a pistola para relaxar os músculos. Elas viraram aliadas até de quem chega tenso depois de um dia de trabalho.

No entanto, elas precisam ser usadas da forma certa. O neurologista Baibing Chen, da Universidade de Michigan, fez um alerta em suas redes sociais sobre o uso indiscriminado das pistolas massageadoras e como isso pode prejudicar a saúde do cérebro.

O perigo das pistolas massageadoras

Com mais de 163 mil seguidores, Chen publicou que jamais usaria uma pistola massageadora no pescoço. O médico explica que as artérias vertebrais e carótidas do pescoço são muito vulneráveis a danos que podem ser causados por força dos movimentos repetitivos da pistola.

Em caso de ruptura de uma artéria, o neurologista alerta para a formação de coágulos sanguíneos, e resultando em um possível acidente vascular cerebral (AVC). Chen diz que também existe o risco de deslocamento de placas da parede da artéria.

Outras atitudes também podem prejudicar o cérebro

Isso seria perigoso porque pode deslocar um coágulo para o cérebro e levar a um derrame isquêmico. O médico alerta que o uso da pistola massageadora não é a única atitude que pode vir a prejudicar o cérebro. Outra delas é uma bem comum, principalmente quando estamos em locais fechados e com muita gente: segurar o espirro.

Segundo Chen, o espirro gera uma pressão alta interna. Isso pode romper tímpanos e prejudicar os tecidos da garganta. O aumento da pressão de forma rápida pode também romper vasos sanguíneos do cérebro, levando a hemorragia ou sangramento intracerebral.

O neurologista ainda diz que mais uma prática comum na rotina de muita gente exige cuidado. O uso dos fones de ouvido. O ideal é não escutar em volume muito alto. Para o médico, música alta não faz mal apenas para os ouvidos, mas também para o cérebro.

O motivo seria a associação entre perda auditiva e demência. Segundo o médico, quando o cérebro fica com dificuldades para processar o som, realoca recursos da memória e do pensamento, o que aumenta o declínio cognitivo.

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