Perder urina não é “coisa da idade”: saiba quando buscar ajuda médica
O que muitas vezes começa com um pequeno escape ao tossir, espirrar ou praticar exercícios pode se tornar um limitador da vida social. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com a incontinência urinária. No dia 14 de março, o Dia Mundial da Incontinência Urinária coloca o tema em pauta para reforçar um alerta fundamental: perder urina não é normal em nenhuma idade.
Embora o senso comum associe o problema ao envelhecimento, médicos enfatizam que a condição é tratável e não deve ser encarada como uma consequência inevitável do tempo. “O compromisso é provar que esta é uma realidade relativamente fácil de mudar”, afirma o urologista Sérgio Augusto Skrobot.
O que define a incontinência?
A condição é caracterizada por qualquer perda involuntária de urina. Ela varia desde gotas ocasionais em momentos de esforço físico até a chamada “urgência urinária”, quando a vontade de ir ao banheiro é tão súbita que não permite tempo de reação.
Embora o problema possa atingir homens e mulheres em qualquer fase, o público feminino é estatisticamente mais afetado, especialmente após a menopausa ou após gestações, devido às mudanças hormonais e pressão no assoalho pélvico.
Tratamentos
A medicina evoluiu para oferecer soluções personalizadas para cada tipo de escape. Confira as principais abordagens:
- Fisioterapia pélvica: Exercícios de fortalecimento que podem solucionar casos leves e moderados.
- Medicamentos: Auxiliam na redução de contrações involuntárias da bexiga.
- Toxina botulínica: O “botox” é aplicado diretamente na parede da bexiga para bloquear espasmos em casos de bexiga hiperativa.
- Cirurgia de sling: Colocação de uma fita de suporte sob a uretra, técnica comum e eficaz para mulheres.
- Neuromodulação sacral: Um “marcapasso” da bexiga que envia estímulos elétricos aos nervos controladores.
- Esfíncter artificial: Dispositivo de silicone utilizado majoritariamente em casos graves de incontinência masculina.
Impacto emocional e cura P
ara além do desconforto físico, a incontinência tem um peso psicológico significativo, podendo levar ao isolamento social e à depressão. Especialistas explicam que, embora existam casos complexos (como os de origem neurológica), a vasta maioria dos pacientes consegue reverter o quadro ou minimizar drasticamente os sintomas. O primeiro passo, segundo o Dr. Skrobot, é vencer o constrangimento e buscar ajuda especializada.