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Escritora catarinense lança edição de 10 anos de obra que debate saúde e violência contra a mulher

Com uma nova história sobre violência contra a mulher, a escritora e pesquisadora catarinense Adriana Moro celebra 10 anos de carreira literária com edição revisada de obra
11/04/2026 - 13:15 - Atualizada em: 12/04/2026 - 21:22
(Fotos: Divulgação)

A linha entre o prontuário médico e a crônica literária ganha novos contornos com o lançamento da edição comemorativa de 10 anos do livro “As meninas que nunca perderam a graça”, de Adriana Moro.

A obra da enfermeira e pós-doutora em Saúde Pública nasceu de forma independente e agora retorna ao mercado em versão ampliada, trazendo uma nova narrativa focada em um dos temas mais urgentes da atualidade: a violência contra a mulher.

Nascida em Mafra, no Norte do estado, Adriana utiliza a técnica da autoficção para transformar sua experiência acadêmica e profissional em narrativas que tocam o leitor pela vulnerabilidade.

“A decisão de relançar o livro veio dos persistentes pedidos dos próprios leitores que já tinham lido a obra, mas que não a achavam mais disponível para a venda quando queriam presentear parentes e amigos com um livro que marcou as suas vidas”, explica a autora.

O impacto do novo texto

Anteriormente composta por seis histórias, a coletânea agora conta com sete textos. A nova adição mergulha nas complexidades da violência de gênero, tema que Adriana domina não apenas pela sensibilidade da escrita, mas pelo olhar técnico de sua formação em políticas públicas e saúde.

As histórias transitam entre os corredores de unidades de saúde e os dilemas éticos e emocionais de pacientes e profissionais. “A obra que, em sua primeira edição era parte de uma série, agora ganha protagonismo próprio. Os leitores podem esperar ainda mais força nos encontros e vontade de resistir para viver”, afirma Adriana, que já caminha para o seu décimo lançamento literário.

Diferente de uma abordagem puramente técnica, o livro utiliza alegorias e nomes fictícios para proteger a identidade de quem inspirou os contos, mantendo, porém, a “crueza” necessária para denunciar preconceitos e as dificuldades do sistema de saúde.

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