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A cada duas mortes no trânsito de Florianópolis e São José, uma é de motociclista, aponta pesquisa

Os dados são do Detran
18/07/2025 - 08:01 - Atualizada em: 18/07/2025 - 08:01
Das 47 vítimas fatais contabilizadas até o momento nas duas cidades, 24 estavam em motos — (Foto: GMF, Divulgação)

Mais da metade das mortes em acidentes de trânsito registradas em Florianópolis e São José em 2025, envolvem motociclistas. Das 47 vítimas fatais contabilizadas até o momento nas duas cidades, 24 estavam em motos, o equivalente a 51% do total.

Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC), apesar de representarem cerca de 20% das ocorrências de trânsito, as motos concentram o maior número de fatalidades.

Pesquisa aponta que muitas vítimas nem chegam ao hospital

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) aponta que, nos últimos cinco anos, foram registrados 18.536 acidentes envolvendo motos em Florianópolis e São José. Nesse período, 240 motociclistas morreram.

De acordo com Adriana Elias, chefe da Divisão de Violência de Trânsito da SES, o número de internações caiu, mas isso não significa que os acidentes diminuíram.

— As internações caíram, aí fica o questionamento: estão tendo menos acidentes? Não. A gravidade dos acidentes está aumentando, ou seja, os motociclistas nem estão chegando ao hospital. Em maioria, eles têm morrido no local do acidente — afirma.

Quem são as vítimas

Segundo Adriana, o perfil das vítimas fatais segue um padrão. A maioria são homens, brancos, com idade entre 18 e 35 anos.

— Muitos deles estão no ensino fundamental ou médio e fazem parte da população economicamente ativa. São, muitas vezes, os responsáveis por sustentar suas famílias — ressalta.

Motoboy relata rotina de riscos

José Claudio Mafra, integrante do Coletivo Catarinense dos Motoboys, trabalha como entregador há 27 anos. Ele conta que já se envolveu em vários acidentes.

— Algumas vezes eu tive parte da culpa, em outras fui derrubado e a pessoa foi embora, nem prestou socorro — relata.

Para ele, os riscos fazem parte do dia a dia da profissão.

— A gente trabalha o tempo todo em meio ao trânsito, com pressão para fazer entregas rápidas. É perigoso — completa.

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